Um bilhete encontrado no bolso da roupa do advogado Carlos Emelau, de 62 anos, reforça a suspeita de premeditação no crime que cometeu na manhã de sábado passado em seu apartamento na rua Jerônimo Coelho, na área central da Capital. Ele suicidou-se após jogar a filha Marcela, de três anos, do 12º andar do prédio em que residia. O conteúdo da carta será examinado pelo delegado Rodrigo Bozzetto, da Delegacia de Homicídio (DH) do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), após a mesma ser encaminhada pelo Departamento de Criminalística (DC).
O bilhete pode ajudar inclusive a esclarecer por quê a criança foi atirada da janela, reforçando a tese de que houve um homicídio seguido de suicídio. Ainda ontem foi ouvido o primeiro parente das vítimas na DH, que deve convocar outros familiares, além de vizinhos e funcionários do prédio onde morava o advogado.
Rodrigo Bozzetto também pedirá que a polícia de Lajeado recolha o celular da mãe da criança, Ângela Cristina da Silva, por meio do qual teria recebido uma mensagem do advogado horas antes do crime, conforme declaração da avó da menina, Tânia Maria da Silva, ao Correio do Povo, feita na segunda-feira. O próprio celular de Carlos Emelau está sendo periciado para apurar outras mensagens enviadas para familiares em Capão da Canoa. O prazo para conclusão do inquérito é de 30 dias.
Bilhete reforça suspeita de premeditação em caso de pai e filha mortos
Carlos Emelau teria jogado a filha de três anos do 12º andar de prédio e pulado em seguida