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Black blocs incendeiam ônibus e atacam consulado americano no Rio

Grupo assumiu a direção de coletivos para criar barricada contra a polícia

Grupo assumiu a direção de coletivos para criar barricada contra a polícia
Grupo assumiu a direção de coletivos para criar barricada contra a polícia Foto : Fernando Frazão/Abr/CP
O protesto que começou com reivindicações dos professores no Rio de Janeiro, de forma pacífica, transformou-se em confusão e vandalismo com a participação dos manifestantes dos chamados black blocs. Mascarados participaram de um protesto em apoio à educação no Rio, mas depois disso incendiaram um ônibus na Avenida Rio Branco, depredaram mais dois, e jogaram dois coquetéis-molotov no consulado americano.

Passageiros que estavam em outros ônibus foram obrigados a descer para não serem atingidos pelo fogo. Manifestantes também jogaram pedras contra o consulado. Os policiais militares do Batalhão de Choque se posicionaram próximo ao consulado e começaram a dispersar os mascarados com bombas de gás e de efeito moral.

Pontos de ônibus foram quebrados e o prédio do Consulado de Angola também foi depredado. Os black blocks assumiram a direção de dois ônibus e colocaram os veículos de forma que bloqueassem a Avenida Rio Branco ao lado do monumento do Obelisco. Os bombeiros foram chamados e começaram a apagar as chamas do veículo incendiado. Os vândalos tentaram incendiar um segundo ônibus, mas fugiram com a chegada da polícia.

A manifestação, em defesa da educação, começou por volta das 18h, na Igreja da Candelária até a Cinelândia. A maior parte dos manifestantes era formada por grupos de professores municipais, estaduais, estudantes e sindicalistas. A chegada dos autores de atos de vandalismo, contudo, mudou o cenário. Alguns manifestantes jogaram coquetel molotov nas janelas do prédio, que estão protegidas com chapas de madeira. Outros invadiram agências bancárias na Cinelândia e quebraram as vidraças.

Uma lei proíbe o uso de máscaras ou cobrir os rostos em protestos no Rio. A manifestação, intitulada Um Milhão pela Educação, ocupou toda a área em frente à Câmara e à Biblioteca Nacional. Poucos policiais acompanhavam o protesto e evitavam se aproximar dos manifestantes na maior parte do tempo.

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Também gerou confusão e depredações a manifestação de estudantes em São Paulo pelos direitos dos professores. O ato terminou em correria e quebra-quebra na Praça da República, região central da cidade onde fica a sede da Secretaria Estadual de Educação. Membros dos Black Blocks atirou uma bomba caseira contra PMs que faziam um cordão de isolamento e o confronto começou.

Outro grupo virou e depredou uma viatura de polícia na avenida Rio Branco, onde seguiram depredando o mobiliário urbano e lojas sem a presença das autoridades. Na avenida Ipiranga, diversos estabelecimentos foram vandalizados, entre eles lanchonetes do Habib's e do McDonald's, além de agências bancárias e lojas.

Há corre-corre e atos de vandalismo por todos os lados. Os Black Blocks destroem e saqueiam lojas, qubram vidraças de bancos e lixeiras, além de montar barricadas com lixo.


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