Para ele, 2014 será marcado pela retomada das lutas populares. “Um ano que começa com a ameaça dos empresários do transporte de mais um aumento das passagens”, assinalou. O objetivo, segundo ele, não é prejudicar os usuários do transporte coletivo. As demandas seguem as mesmas do último ano, com foco na redução do valor da tarifa e transporte gratuito para desempregados, estudantes, quilombolas e indígenas. Gomes destaca a urgência da abertura de licitações para o transporte público da Capital. “Desejamos que todas as linhas sejam operadas pela Prefeitura, retirando o lucro dos empresários e possibilitando a redução da tarifa”, salientou.
Segundo ele, a abertura de licitações estava prometida pelo prefeito José Fortunati para o fim de 2013, mas foi adiada para 2014. Ele contesta especialmente as remoções de famílias para execução de obras para o evento e o fato da maior parte do dinheiro público ser investido em estádios e não na qualidade de vida da população brasileira.
No chamamento realizado por meio das redes sociais, o Bloco de Luta pelo Transporte Público voltará às para também exigir reajuste salarial, redução da jornada e melhores condições de trabalho sem reajuste da passagem para os rodoviários. Para ele, única alternativa para transformar o modelo de transporte na cidade é a luta conjunta.
A segurança na Copa, defendida pelo Anonymous Brasil, também é um dos principais problemas que serão enfrentados. Os registros do Subsistema de Informação sobre Mortalidade do Ministério da Saúde (SIM) permitem verificar que, entre 1980 e 2010, cerca de 800 mil cidadãos morreram por disparos de algum tipo de arma de fogo. “Em São Paulo, que possui 48 milhões de habitantes, a Polícia Militar (excluindo as polícias civis) matou mais pessoas do que o Estados Unidos inteiro (que possui 300 milhões de habitantes). Indo para o âmbito geral da população, classifica-se como o 7º país com maior índice de assassinatos do mundo”, adverte um dos seguidores do grupo.