Na assembleia da noite, o Bloco de Lutas sugeriu a criação de uma comissão de interlocução com os vereadores, além da realização de um seminário público sobre a mobilidade urbana e o passe livre – pauta principal do grupo. Para este sábado e domingo, o Bloco de Lutas criou evento no Facebook convidando estudantes e trabalhadores de Porto Alegre para palestras e cine-debates.
Reunião no fim da noite
Antes, os manifestantes entregaram uma carta com as reivindicações aos vereadores. Na resposta, os parlamentares apontaram que somente três das sete reivindicações poderiam ser atendidas, já que as demais não são da competência do Legislativo. No documento elaborado pelo Bloco de Luta, no entanto, havia sido salientado que a desocupação somente se daria após o cumprimento das exigências e que o prazo seria segunda-feira.
O presidente da Câmara, Thiago Duarte, convocou reunião com parlamentares e representantes da OAB, a portas fechadas, para discutir nova proposta aos manifestantes. Por volta das 23h30min, a OAB já havia deixado a sala, mas seguiam as discussões entre vereadores para definir um novo termo a ser apresentado para o Bloco de Lutas.
Confusão e agressões
Por volta das 17h30min, o presidente da Câmara e o fotógrafo da Casa Elson Sempé Pedroso relataram agressões dos manifestantes. Sempé, que também é professor da PUCRS, disse que foi atacado por cerca de 10 manifestantes, que o teriam confundido com profissional de um grupo de comunicação que foi proibido pelo grupo de entrar na Câmara. O acesso de jornalistas de diferentes veículos de comunicação segue restrito no local.
O Bloco de Lutas negou, porém, qualquer tipo de agressão tanto ao vereador quanto ao fotógrafo. O grupo classificou a informação da agressão como “jogada política”, por meio de uma nota oficial.