A intenção do Bloco é contestar a alegação da prefeitura de que a população foi ouvida acerca da licitação. Também é desejo do movimento social atrair a simpatia da massa usuária de ônibus para a assembleia popular, agendada para ocorrer no dia 7 de abril, no Largo Glênio Peres.
Junto com o questionário, os militantes distribuíram milhares de folhetos, nos quais lembraram que, em 1994, a tarifa custava só R$ 0,37. Na virada do milênio, em 2000, o preço na roleta já era de R$ 0,85. Em 2004, uma década atrás, o valor estava em R$ 1,55. Porém, o maior aumento registrado em duas décadas ocorreu em 2003, quando a passagem passou de R$ 1,10 para R$ 1,45.
Enquanto tentam digerir as notícias sobre o reajuste atual, usuários avaliam, na prática, o serviço. “Deficiente em horários e desconfortável”, afirma o servidor público Carlos Smoco, 55 anos, usuário da linha Rubem Berta, da zona Norte. “A demora na parada é cansativa”, define a auxiliar de serviços gerais Silvana Pereira, 47 anos, que utiliza o ônibus Santa Tereza, da zona Sul. “Não cumprem horários da tabela”, reclama o auxiliar de expedição Sérgio Júnior, 26 anos, passageiro do coletivo da linha Cefer, na zona Leste.
Nem mesmo a Carris, que já deu orgulho aos porto-alegrenses, escapa das críticas ao transporte coletivo: “Ruim de horários e superlotado”, define a psicóloga Ana Paula da Silva, 27, que usa o C3.