Na avenida Mauá, onde a manifestação começou, chegou a haver bloqueio no trânsito por instantes. Depois dos pronunciamentos e sirenes o bloco seguiu pelas ruas Siqueira Campos e Sete de Setembro, Avenida Borges de Medeiros e rua Jerônimo Coelho até à concentração, na Praça da Matriz, em frente ao Palácio Piratini, onde já estavam acampados o Cpers-Sindicato e Fessergs. O trânsito ficou engarrafado durante a caminhada.
Os dirigentes repetiram, de forma mais contundente, às críticas e frases feitas ao governador. “R$ 650 não pagam contas e comida, Sartori, e ainda tem o Banrisul a comer o salário pingado com juros”, gritavam os líderes. No entorno do Piratini uma grade e reforço da segurança mantiveram os grevistas afastados do prédio do governo do Estado.
Conforme o presidente da Associação Beneficente Antonio Mendes Filho (Abamf), Leonel Lucas, “nosso pedido foi atendido: o comando da Brigada colocou 35% a mais de policiais nas ruas, os soldados foram mas não trabalharam. No interior fechamos 42 batalhões. Em Porto Alegre nenhum flagrante foi registrado na área judiciária, o que prova que ninguém trabalhou."