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Bloco de segurança e servidores protestam pelas ruas do Centro de Porto Alegre

Caminhada encerrou em frente ao prédio do Palácio Piratini

Caminhada percorreu principais ruas do Centro de Porto Alegre
Caminhada percorreu principais ruas do Centro de Porto Alegre Foto : Alina Souza
Em um carro de som, e com discursos de crítica ao governo de José Ivo Sartori, líderes do bloco da segurança, acompanhados de servidores, reforçaram o protesto na tarde desta quinta-feira, em frente ao prédio da Secretaria Estadual da Fazenda. O governador e o secretário foram acusados de instituir uma política de guerra aos servidores públicos baseada no “estado mínimo”, em linha com o pensamento empresarial e na continuidade das metas do ex-governador Antônio Britto.

Na avenida Mauá, onde a manifestação começou, chegou a haver bloqueio no trânsito por instantes. Depois dos pronunciamentos e sirenes o bloco seguiu pelas ruas Siqueira Campos e Sete de Setembro, Avenida Borges de Medeiros e rua Jerônimo Coelho até à concentração, na Praça da Matriz, em frente ao Palácio Piratini, onde já estavam acampados o Cpers-Sindicato e Fessergs. O trânsito ficou engarrafado durante a caminhada. 



Os dirigentes repetiram, de forma mais contundente, às críticas e frases feitas ao governador. “R$ 650 não pagam contas e comida, Sartori, e ainda tem o Banrisul a comer o salário pingado com juros”, gritavam os líderes. No entorno do Piratini uma grade e reforço da segurança mantiveram os grevistas afastados do prédio do governo do Estado.

Conforme o presidente da Associação Beneficente Antonio Mendes Filho (Abamf), Leonel Lucas, “nosso pedido foi atendido: o comando da Brigada colocou 35% a mais de policiais nas ruas, os soldados foram mas não trabalharam. No interior fechamos 42 batalhões. Em Porto Alegre nenhum flagrante foi registrado na área judiciária, o que prova que ninguém trabalhou." 



Lucas adiantou que a opção do governo Sartori de eleger os servidores como causa da crise do Estado levará o funcionalismo a uma grande greve geral, que já começa a ser articulada. “Par ao nosso setor está provado: segurança pública não é prioridade do atual governo”, concluiu.