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BM colocará 400 policiais para acompanhar protesto de domingo

Manifestação contra o governo Dilma está prevista para começar às 14h no Parcão

Manifestação contra o governo Dilma está prevista para começar às 14h no Parcão
Manifestação contra o governo Dilma está prevista para começar às 14h no Parcão Foto : Tânia Rego / Agência Brasil / CP
A manifestação organizada pelo “Movimento Brasil Livre”, programada para este domingo em Porto Alegre, será acompanhada por 400 policiais militares. A informação foi divulgada nesta sexta pelo Comando do Policiamento da Capital (CPC). A concentração está prevista para começar às 14h no Parque Moinho de Vento (Parcão), passando pela Av. Goethe, Rua Silva Só, e pelas Avenidas Ipiranga, Aureliano de Figueiredo Pinto, Venâncio Aires e João Pessoa. A dispersão ocorre no Parque Farroupilha (Redenção).

Segundo a Brigada Militar (BM), o objetivo é garantir o direito do manifesto pacífico e manter a ordem, preservando a segurança da população, do patrimônio público e privado e também dos manifestantes.

A mobilização pedirá o fim dos esquemas de corrupção, assim como o aprofundamento das investigações realizadas pela Polícia Federal. Os participantes são contrários ao governo do PT e pedem o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

No Estado cidades como Alegrete, Canoas, Caxias do Sul, Pelotas e Lajeado também devem fazer mobilizações. Cada município define o seu próprio horário de início e roteiro.

A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) deve acompanhar todo o percurso do grupo e os agentes de trânsito farão os bloqueios necessários conforme for o andamento.

Protestos pelo País

Organizadas por movimentos civis e incentivadas por partidos da oposição, como o PSDB, estão previstas manifestações em pelo menos cem cidades, incluindo algumas organizadas por brasileiros em outros países.

De acordo com o Movimento Brasil Livre, um dos fiadores do ato, foram convocadas manifestações em 114 cidades, sendo 21 capitais. Há previsão de protestos em 13 localidades fora do Brasil, como Berlim, Dublin, Washington e Nova York.

Sem previsão oficial de agenda para o final de semana, a presidente estará em Brasília e deve acompanhar os atos de sua residência oficial, o Palácio da Alvorada. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, estará em Brasília logo cedo, no domingo, e acompanhará todos os movimentos dos manifestantes a partir do Palácio da Justiça, na Esplanada dos Ministérios. Cardozo fará o monitoramento da sala do Centro de Comando e Controle, que tem comunicação integrada com as polícias estaduais, além de acompanhamento em tempo real das manifestações e acesso a câmeras de segurança. No fim do dia, ele deve se reunir com a presidente no Alvorada.

Os ministros da Casa Civil, Aloizio Mercadante, e de Comunicação Social da Presidência da República, Edinho Silva, também estarão na Capital federal, mas sem compromissos oficiais. Ainda não há previsão de coletiva de imprensa do governo ao fim dos atos.

Outros personagens considerados importantes na articulação política não foram escalados por Dilma para permanecer em Brasília. O vice-presidente Michel Temer estará em São Paulo com a família.

Eliseu Padilha, da Secretaria de Aviação Civil, e Miguel Rossetto, da Secretaria-Geral da Presidência, estarão em Porto Alegre.

PSDB se posiciona pela 1ª vez

Apesar de teor não partidário dos protestos, o PSDB, pela primeira vez, se posicionou oficialmente a favor dos atos e convocou militantes para irem às ruas. Em inserções de TV veiculadas ao longo da semana, o partido informava sobre os protestos e difundia a mensagem: "O PSDB apoia as manifestações de 16 de agosto". Em protestos anteriores, apesar da presença de algumas lideranças, o partido manteve certa distância dos atos.