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BM de Cachoeirinha instaura inquérito para apurar ação contra servidores

Confronto terminou com municipários feridos

BM de Cachoeirinha instaura inquérito para apurar ação contra servidores
BM de Cachoeirinha instaura inquérito para apurar ação contra servidores Foto : Fernanda Bassôa / Especial / CP
O comandante do 26º Batalhão da Polícia Militar de Cachoeirinha, major Luciano Moritz, confirmou que instaurou um Inquérito Policial Militar (IPM) ainda na quinta-feira em razão dos episódios ocorridos em frente à Câmara de Vereadores, antes da votação do projeto que aprovou o escalonamento para o recebimento do vale-alimentação aos servidores municipais - em greve desde o dia 6 de março.

“O IPM vai apurar se houve excessos e apontar os responsáveis.” Segundo ele, o procedimento tem um prazo de 40 dias, prorrogáveis por mais 20. “Em razão do clamor, devemos concluí-lo o mais breve possível. Todos os envolvidos deverão ser chamados para depor, deverão ser juntados laudos do DML e registros feitos na Polícia Civil.” Moritz não quis revelar quantos policiais efetivamente participaram da ação, mas garantiu que foram mais de 100.

Questionado sobre o episódio em que PMs borrifam spray de pimenta no rosto dos grevistas que se mantiveram sentados na área entre os gradis e a linha de contenção da Brigada Militar, Moritz explica que “foi necessário o uso de elemento químico, e não da força corporal, para que em ato contínuo, os manifestantes deixassem o local. No entanto, neste momento, foi que aconteceu a derrubada dos gradis e a invasão pelos demais grevistas, dando-se início ao confronto.” Segundo ele, Cachoeirinha vive um cenário de terror. “Um clima intimidatório.”

Nesta sexta-feira, os grevistas voltaram a caminhar pela Avenida principal da cidade protestando contra a aprovação do projeto de lei e em repúdio à ação truculenta da Polícia Militar junto aos trabalhadores que vem lutando pelos seus direitos.