Geral

BM pede para que pedestres se afastem de ponte em Agudo

Construção sobre o rio Jacuí cedeu na manhã de ontem; há cinco desaparecidos

Casa ficou alagada com o aumento do nível do rio
Casa ficou alagada com o aumento do nível do rio Foto : Mateus Bruxel
O major da Brigada Militar Jarbas Ávila, responsável pelas buscas a desaparecidos nas proximidades da ponte do rio Jacuí, em Agudo, afirmou, em entrevista à Rádio Guaíba, que a construção pode ceder outra vez.  "Temos todos os indícios de uma construção corrompida", afirmou. A ponte está localizada no quilômetro 191 da RSC 287 e foi parcialmente destruída pela correnteza do rio Jacuí. O major solicitou à população que se afaste do trecho para evitar outra tragédia. A repórter Priscila Casagrande, da TV Record, avistou uma rachadura em toda extensão da ponte do lado de Restinga Seca.

De acordo com Ávila, o Comando Regional da Brigada Militar (CRBM) isolou parte da rodovia, mas moradores tentam se aproximar dos locais de busca por meio do mato. "O principal ponto de entrada na água é bastante íngreme e tivemos que fazer um isolamento porque as pessoas estavam tentando chegar lá", explicou.

Ávila explicou que o nível do rio baixou desde ontem, mas que as buscas podem demorar porque o leito é largo e profundo e o  volume d'água das chuvas fez com que ele passasse das margens. "Foram avistadas vítimas presas a árvores a 400 ou 600 m de distância e, como a correnteza é forte, precisamos passar em cada local diversas vezes", afirmou.

O major afirmou ainda que a chuva que atinge a região não deve causar prejuízos às buscas a menos que seja torrencial. "A chuva que está agora não chega a nos atrapalhar porque ainda há visibilidade." Outro risco é em caso de chuvas fortes no Norte do Estado, que podem aumentar o volume d'água do rio Jacuí e prejudicar o trabalho das equipes de resgate.

Vice-prefeito
O major falou ainda sobre o mal-entendido a respeito do suposto resgate do vice-prefeito de Agudo, Hilberto Boeck. De acordo com Ávila, uma pessoa teria ligado para a Defesa Civil de Santa Maria na manhã de ontem afirmando que viu Boeck saindo do rio. O major enfatizou, entretanto, que a informação era falsa e que Boeck segue desaparecido.

Na lista, também estão Nelo dos Santos, Renato Camargo, Denise Marion Dumke e Lori Ella Niemeyer Dumke, sendo que as duas últimas seriam filha e mãe. O Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) inicia hoje uma análise técnica para avaliar as causas do incidente na ponte, construída em 1963.