A manifestação a favor da derrubada definitiva do reajuste da tarifa de ônibus e dos lotações em Porto Alegre terminou em confusão. Após uma tentativa de desobstruir a avenida Ipiranga, em frente à sede da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), a Brigada Militar (BM) atirou contra os manifestantes bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral.
O incidente foi confirmado pelo comandante do 9º Batalhão de Polícia Militar (BPM), tenente-coronel Marcus Vinícius, que relatou que parte dos manifestantes teria jogado pedras contra integrantes da BM. "Na verdade foi negociado o protesto, mas nós estamos aqui para garantir o direito de ir e vir das pessoas. Agentes da EPTC tentaram liberar a avenida para passagem dos carros, mas isso não foi possível porque foram ameaçados e atiraram pedras contra os policiais militares", disse em entrevista à Rádio Guaíba.
Um representante dos estudantes disse que não houve agressão aos policias militares ou uma tentativa de forçar a entrada na sede da EPTC. Após a ação da BM, os manifestantes foram dispersados e saíram em caminhada em direção ao Colégio Júlio Castilhos. Já na João Pessoa, a organização do movimento decidiu encerrar a mobilização.
O reajuste da tarifa, proposto pela Prefeitura da Capital, chegou a entrar em vigor durante três dias na semana passada. O valor atingiu R$ 3,75, mas a Justiça atendeu o pedido do PSol, que protocolou uma ação cautelar solicitando a suspensão do aumento tarifário tanto dos ônibus quanto dos lotações.
BM usa bomba de gás lacrimogêneo em protesto contra aumento de tarifa
Manifestação em frente à EPTC terminou em confusão nesta quinta-feira