A Brigada Militar usou gás lacrimogêneo e spray de pimenta para tentar dispersar um protesto contra o governo Michel Temer, que bloqueava o trânsito na esquina da Loureiro da Silva, na Cidade Baixa. Cerca de 500 pessoas começaram a caminhada de forma pacífica, mas enquanto protestavam, interrompendo o fluxo de veículos, foram alvo de bombas de gás lacrimogêneo por volta das 18h30min. A movimentação só foi encerrada, com a dispersão definitiva do grupo, por volta das 20h15min.
Após a primeira confusão houve corre-corre com perseguição da cavalaria da Tropa de Choque e algumas das pessoas se dispersaram pela Cidade Baixa. Em seguida, o protesto foi retomado na esquina da ruas José do Patrocínio e República. Depois, seguiu para a rua Lima e Silva, por volta das 19h30min, onde novamente a BM interviu na tentativa de dispersar o grupo. Algumas garotas tentaram reclamar a policiais, criticando e questionando se estavam defendendo o governo Sartori, ou o próprio Temer. Foram atingidas por um grupo de brigadianos com spray de pimenta e correram para se abrigar com olhos e rostos irritados pelo spray.
Em entrevista com o repórter Lucas Rivas da Rádio Guaíba, o comandante do 9º BPM, Marcus Vinicius Gonçalves Oliveira, afirmou que a ação sobre os manifestantes foi feita de forma técnica. "A BM está atuando de forma técnica", disse. O tenente-coronel informou que os policiais usaram bombas para desobstruir bloqueio feito por manifestantes na avenida Loureira da Silva. Ele, porém, negou o uso de spray de pimenta e balas de borracha.
Grupo faz escracho na avenida João Pessoa
Ativistas do Coletivo Nacional de Comunicação do Levante Popular da Juventude se mobilizaram por meio das redes sociais para fazer um “escracho” na frente de uma das sedes do PMDB de Porto Alegre, na avenida João Pessoa, cujo trânsito ficou parcialmente bloqueado. A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) acompanhou o ato.
Conforme uma das lideranças do grupo, Rafael Coelho, a ideia é protestar contra a saída da presidente Dilma Rousseff do poder, dando lugar ao vice, o peemedebista Michel Temer. “Nosso esquete teatral é para denunciar o golpe sofrido pela democracia brasileira como se a Constituição Brasileira tivesse sido rasgada”, disse.
O grupo, que tem representações em todo o País, preparou uma mobilização coordenada em 15 estados da Federação. Os militantes, acompanhados de muitas pessoas que passavam pelo local e que foram se incorporando à marcha, falavam palavras de ordem e empunhavam cartazes e bandeiras.
Conforme Márcia Albuquerque, que participou da mobilização, os jovens querem uma ampla reforma do sistema político e a recomposição do Congresso Nacional, que hoje representa majoritariamente empresários e ruralistas. “Nossa luta agora é pela recondução do País ao caminho da democracia”, disse. A estudante de Economia da UFRGS disse acreditar que ainda é possível desmascarar o o que considerou um “golpe”, que para ela “é um movimento sorrateiro contra todo o povo brasileiro”.
Retomado protesto na esq. José do Patrocínio com República. Trânsito não é interrompido. @RdGuaibaOficial — Ananda Müller (@anandamuller) May 12, 2016
Recomeça confusão. Trânsito interrompido. @RdGuaibaOficial — Ananda Müller (@anandamuller) May 12, 2016
Cinco sequências de bombas de efeito moral. Protesto esvazia. @RdGuaibaOficial — Ananda Müller (@anandamuller) May 12, 2016
Manifestantes trancam cruzamento com República. @RdGuaibaOficial pic.twitter.com/9spN3DTU9A — Ananda Müller (@anandamuller) May 12, 2016
Voltou o Choque. Manifestantes mantém bloqueio da Lima e Silva. @RdGuaibaOficial — Ananda Müller (@anandamuller) May 12, 2016
Agora, novo grupo do Choque toma esquina. @RdGuaibaOficial pic.twitter.com/0Ph6LaxvVb — Ananda Müller (@anandamuller) May 12, 2016