Os manifestantes saíram do Paço Municipal, passaram pelo camelódromo e seguiram para a Voluntários da Pátria. De lá, entraram na Senhor dos Passos até chegarem à avenida Salgado Filho, onde sentaram no chão. No local, gritaram diversas palavras de ordem antes de se dirigirem à frente do prédio onde reside o prefeito, José Fortunati. No local, tapumes foram quebrados e espalhados nos arredores do edifício.
Vizinhos do prefeito reclamaram do barulho e da quebradeira de tapumes. Eles também criticaram a não-intervenção da Brigada Militar, que apenas acompanhava o movimento até então. No Palácio Piratini, após algumas manifestações, é que os policiais agiram com gás lacrimogêneo, que fez a multidão correr até a avenida Borges de Medeiros.
Além das reivindicações, o movimento carregava uma faixa central com os dizeres “Protesto não é crime”, criticando investigações de integrantes de movimentos sociais. Cerca de 20 encapuzados participaram do protesto, que tinha bandeiras do sindicato dos professores (CPERS) e de alguns partidos de oposição. O grupo se dissolveu no Largo Zumbi dos Palmares, onde um colchão de um morador de rua foi queimado.
Movimento carregava uma faixa central com os dizeres "Protesto não é crime" | Foto: Fabiano do Amaral