A BM também pede a colaboração de todos para que a manifestação transcorra sem incidentes. Na segunda-feira, parte das pessoas que participou do ato realizou vandalismo, como pichações, derrubada e queima de contêineres, vidros de bancos quebrados, assim como de uma loja de motos, além de um ônibus incendiado. Esse tipo de atitude, porém, foi repudiado pela maioria dos participantes. Para conter as ações, os policiais utilizaram bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo.
Associações da BM dizem apoiar manifestação pacífica
A Associação dos Sargentos, Subtenentes e Tenentes da Brigada Militar do Rio Grande do Sul (ASSTBM) e a Associação Beneficente Antônio Mendes Filho (ABAMF) - entidade representativa dos servidores de Nível Médio da BM - manifestaram hoje apoio às manifestações populares registradas em todo o País, desde que se mantenham dentro da ordem e da lei, sem atos de vandalismo.
Em nota oficial, a ABAMF, presidida por Leonel Lucas, lembrou que os atos de protestos nas ruas são “por mais verba para saúde, educação, segurança pública e decência na política”. A entidade defendeu ainda que a manifestação ocorra sem violência e que “os brigadianos estarão nas ruas para proteger os cidadãos de bem que busquem melhorias no Brasil e não desordem, saques e quebra-quebra”.
Para a ABAMF, os brigadianos que estão trabalhando nas ruas também devem protestar, por receberem "o pior salário do Brasil entre as PMs”.
Já a ASSTBM, conduzida por Aparício Santellano, pede que os manifestantes reconheçam os policiais militares também como cidadãos e que os atos sejam ordeiros.