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Bolívia planeja campanha maciça de vacinação contra Covid-19 no início de 2021

Coronavírus infectou mais de 144.000 bolivianos desde março até o momento e deixou mais de 8.900 mortes

Bolívia ainda mantém suas fronteiras terrestres fechadas, uma das poucas medidas em vigor
Bolívia ainda mantém suas fronteiras terrestres fechadas, uma das poucas medidas em vigor Foto : Aizar Raldes / AFP / CP

A Bolívia planeja lançar uma campanha maciça de vacinação contra a Covid-19 durante o primeiro trimestre de 2021, antes de um eventual surto estimado para os meses seguintes, informou o Ministério da Saúde, de acordo com um comunicado de imprensa divulgado nesta quarta-feira.

"No primeiro trimestre é o mais provável (vacinação). Estima-se que a segunda onda (de infecções) estará presente em nosso país entre março, abril e maio, por isso queremos nos apressar e poder proteger a população por meio da vacina", disse o ministro Edgar Pozo.

Ele especificou que "estão analisando junto à comunidade internacional para adquirir vacinas eficazes e seguras para a população boliviana", sem dar maiores detalhes. O governo que deixou o poder recentemente disse que concordou em adquirir as doses desenvolvidas pelo laboratório britânico AstraZeneca e pela Universidade de Oxford.

Na Bolívia, o coronavírus infectou mais de 144.000 pessoas desde março até o momento e deixou mais de 8.900 mortes. Teme-se que uma segunda onda chegue ao país, após a gradual desaceleração da quarentena nacional de saúde e um sério pico entre julho e agosto que saturou o sistema de saúde e funerárias.

O atual presidente esquerdista Luis Arce pediu na terça-feira a manutenção das medidas de proteção, porque "o risco de contágio da Covid-19 ainda está latente".

O Serviço de Saúde Departamental da região de Santa Cruz (leste), a mais populosa do país, informou esta semana que registrou que a contaminação acelerou de cerca de 185 casos entre 8 e 14 de novembro para 233 entre 15 e 21 de novembro.

A Bolívia ainda mantém suas fronteiras terrestres fechadas, uma das poucas medidas em vigor. Os voos estão em operação, o transporte público funciona normalmente, assim como as atividades bancárias, a indústria alimentícia e o comércio.