Geral

Bolo marca 30º dia de greve dos funcionários do Banrisul

Banco enfrenta maior paralisação em 23 anos

Bolo marca 30º dia de greve dos funcionários do Banrisul
Bolo marca 30º dia de greve dos funcionários do Banrisul Foto : Tarsila Pereira
Os funcionários do Banrisul “comemoraram” 30 dias de greve nesta sexta-feira com bolo e cachorro-quente distribuídos na rua Caldas Júnio, no Centro Histórico de Porto Alegre. A comida foi patrocinada pelo Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região (Sindbancários), que alega que a direção do banco cessou a negociação.

“Estamos há 30 dias de greve e a diretoria do Banrisul está calada e intransigente. Os demais bancos resolveram a greve com diálogo e o Banrisul não quer negociar. A greve está trazendo prejuízo para todos: para funcionários, para o banco e para a sociedade”, afirmou o presidente do Sindbancários, Mauro Sales.

São 301 agências fechadas do Banrisul, sendo 63 na Capital e Região Metropolitana e 238 no Interior. “O que falta negociar são itens de uma pauta específica, como participação nos lucros, plano de carreira e questões administrativas de caixas. Aguardamos que a diretoria do banco retome as negociações”, completou Sales.

Banco enfrenta maior paralisação em 23 anos


Os 30 dias de greve superam o tempo de paralisação de 1990, quando os funcionários do Banrisul cruzaram os braços por 29 dias. O balanço foi divulgado hoje pelos integrantes do Comando de Greve, que apontou 65% das agências com paralisação total ou parcial.

Segundo Leandro Gonçalves, integrante do comando de greve do Banrisul, a insatisfação se dá devido à falta de reajuste real da categoria - uma vez que a proposta é de 8%, cobrindo pouco mais que a inflação. Ele fala ainda que a alegação dos bancos, de que não há recursos para ampliar os salários, não é verdadeira.

Ontem a Justiça deferiu uma liminar de antecipação de tutela pela qual o Banrisul fica proibido de adotar qualquer procedimento de pressão para obrigar o retorno de funcionários em greve ao trabalho. A decisão do juiz da 9ª Vara do Trabalho de Porto Alegre, Gustavo Jaques, também impede a direção de falar em corte do ponto dos grevistas, já que os dias parados devem ser objeto de negociação coletiva.

Com informações dos repórteres Nildo Júnior e Gabriel Jacobsen

Bookmark and Share