Depois do contato, foi o soldado Pereira que ligou para a casa de Denise, que já estava com contrações. Como a bolsa não havia rompido, ele disse que tentou acalmá-la para que ela aguentasse até a chegada de uma viatura ao local. “Eu mandaria nem que fosse um caminhão para lá”, afirmou Pereira. O acerto entre os dois foi de que ela ligaria para o 193 caso a bolsa rompesse.
Pouco menos de 10 minutos depois, pelo 190, um homem, que seria vizinho de Denise, informava que estava segurando um bebê recém-nascido e que precisava de ajuda. A ligação foi transferida para Pereira, que identificou se tratar da mesma ocorrência. Então, ele orientou os primeiros cuidados, como aquecer mãe e filho e colocar o bebê junto ao peito da mãe.
Ao checar como teria sido feito o parto, o bombeiro se preocupou com o corte feito no cordão umbilical. “Eu pedi que amarrassem o cordão, mas o homem me disse que havia cortado." No entanto, o corte foi feito com três dedos de distância. "Deveria ser um palmo, no mínimo”, relatou Pereira. “Então pedi que o homem pegasse o cadarço de um sapato e amarrasse bem forte." Enquanto isso, uma guarnição do 20º BPM se deslocava para o local.
Os policiais militares Miranda e Dornelles, do Pelotão de Operações Especiais (POE) do 20º BPM, levaram mãe e filha na viatura, com sirene aberta, ao Hospital Nossa Senhora da Conceição. Conforme funcionários da maternidade, Denise, de 21 anos, e a pequena Vitória, que nasceu com 2,350 quilos e 44 centímetros, passam bem. A coordenadora da Linha de Cuidado Mãe-Bebê, enfermeira Lisete Maria Ambrosi, disse que Vitória “ficará no mínimo 48 horas” em observação, dependendo de avaliação médica.
Enfermeira Lisete Maria Ambrosi, disse que Vitória “ficará no mínimo 48 horas” em observação | Foto: Pedro Revillion