O Corpo de Bombeiros atingiu na madrugada desta quarta-feira o primeiro subsolo do prédio Wilton Paes de Almeida, que desabou no centro da capital no dia 1º de maio. Segundo o capitão Marcos Palumbo, neste pavimento há chance de serem encontradas "células de sobrevivência". "Até agora não encontramos, mas ainda temos muitas escavações a fazer nesse ponto porque ainda podemos encontrar alguma célula", disse Palumbo.
Engenheiros e funcionários da Defesa Civil já haviam dito que a estrutura do subsolo não foi danificada com o desabamento, por isso, poderiam ter sido formado bolsões. Segundo Palumbo, as retroescavadeiras são paralisadas sempre que há indícios de presença humana. "Se encontramos roupas, eletrodomésticos, elas param para que possamos analisar".
O capitão diz que já foram retiradas 2 mil toneladas de entulho do local. O local dos escombros está com um odor bastante forte. Segundo Palumbo, o odor pode ser confundido com o de corpos em decomposição, mas ainda não é possível confirmar a sua procedência.
"O edifício tinha muito lixo. É preciso observar com muita atenção o que foi removido e que pode ter restos de comida, lixo doméstico. Esse odor pode ser confundido, mas até o momento não temos nenhuma alteração no quadro, nenhuma nova vítima foi localizada", afirmou.
Bombeiros atingem subsolo de prédio que desabou no centro de SP
Capitão diz que já foram retiradas 2 mil toneladas de entulho do local