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Bombeiros buscam possíveis vítimas em prédio que desabou no Rio de Janeiro

Há controvérsia sobre o número de andares e edifícios vizinhos desmoronados

Prédio desabou na área central do Rio
Prédio desabou na área central do Rio Foto : Marcos de Paula / AE / CP
Permanece um trabalho intenso na remoção de escombros no local onde um prédio desabou, na noite desta quarta-feira, na Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro. Segundo o Corpo de Bombeiros, antes do desabamento na avenida Treze de Maio, teria havido uma explosão. A Defesa Civil informou que há vítimas, mas não se sabe o número, e possivelmente pessoas ainda presas no interior do edifício. Testemunhas relatam um forte cheiro de gás na região.

Britadeiras são usadas na tentativa de socorrer eventuais vítimas soterradas. Dois feridos já foram retirados e encaminhados ao Hospital Souza Aguiar. Polícia e Defesa Civil afastaram imprensa e população do local, pois ainda há risco de novos desabamentos em um prédio ao lado do destruído. Há controvérsia sobre o número de andares do edifício que desmoronou. Há dúvidas, inclusive, se outros dois prédios também teriam desabado.

Hospitais em alerta

A Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro disse ter colocado todos os hospitais em alerta para receber possíveis vítimas. As unidades de socorro mais próximas são as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da Tijuca e Botafogo e o Hospital Souza Aguiar. Por causa do desabamento, uma densa nuvem de cinzas tomou conta das vias próximas, como as avenidas Rio Branco e Almirante Barroso.

A área, próxima à sede da Petrobrás, do BNDES e do Teatro Municipal, está isolada. A companhia Light enviou uma equipe para desligar a energia nos arredores do prédio, para evitar incêndios. O pedido foi feito pela prefeitura. Agentes do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Polícia Militar, CET-Rio e Guarda Municipal estão no local. Foram fechadas quatro estações do metrô. A Avenida Almirante Barroso, entre a Rua Senador Dantas e Avenida Rio Branco, está interditada em ambos os sentidos.

Dois fiscais do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-RJ) estão na avenida Treze de Maio acompanhando os trabalhos das equipes que estão no local com o objetivo de buscar as primeiras informações para detectar as causas do desabamento do edifício. Nesta quinta-feira, a partir das 9h, o presidente da Comissão de Análise e Prevenção de Acidentes (CAPA), Luiz Antonio Cosenza, estará no local para dar prosseguimento aos trabalhos.

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