Por volta das 12h, um dos líderes do movimento dos bombeiros grevistas saiu em direção à rua Primeiro de Março e chamou os manifestantes para ficar mais próximos dos Policiais Militares (PMs), que desceram dos cavalos, evitando um possível confronto.
Os manifestantes vaiaram os PMs e voltaram a gritar palavras de ordem. Mais carros do Batalhão de Choque também chegaram para monitorar a manifestação no centro.
O protesto pede melhores salários e condições de trabalho. Os manifestantes também pedem a libertação dos 439 soldados presos durante a ação da PM no Quartel Central do Corpo de Bombeiros, também no centro. Mulheres e crianças também participam do encontro.
Transferência dos bombeiros presos
Os soldados do Corpo de Bombeiros começaram a deixar a Corregedoria da Polícia Militar, em São Gonçalo, região metropolitana do Rio de Janeiro, na manhã deste domingo.
Escoltados por policiais do Batalhão de Choque, três ônibus seguiram para um quartel dos bombeiros em Charitas, Niterói, também na região metropolitana, por volta das 6h, informou a PM.
Ao menos 439 bombeiros, que faziam protesto por melhores salários e condições de trabalho no Quartel Central da corporação, no Centro do Rio, foram presos após a ação da PM para conter a manifestação na manhã de sábado (4).
Ainda segundo a polícia, os bombeiros presos serão autuados em quatro artigos do Código Penal Militar: motim, dano em viatura, dano às instalações e por impedir e dificultar a saída para socorro e salvamento. A pena para estes crimes varia de dois a dez anos de prisão.
A polícia também informou que os agentes receberam assistência da Comissão de Direitos Humanos da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), pelo Ministério Público, pela Defensoria Pública e pela Comissão de Direitos Humanos da Alerj durante a prisão na Corregedoria da PM.
Entenda o caso
Por volta das 20h da última sexta-feira, cerca de 2 mil bombeiros - muitos acompanhados de mulheres e crianças - ocuparam o Quartel Central da corporação, no centro do Rio de Janeiro. O protesto, que havia começado no início da tarde em frente à Alerj (Assembleia Legislativa), durou toda a madrugada.
A principal reivindicação da categoria é aumento salarial de R$ 950 para R$ 2 mil e vale-transporte. A causa já motivou dezenas de paralisações e manifestações desde o início de abril. Seis líderes dos movimentos chegaram ser presos administrativamente em maio, mas foram liberados.
As informações são do portal R7