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Bombeiros treinam resgate na água em Porto Alegre

Dez aspirantes a mergulhador fizeram testes práticos durante a tarde no Cais do Porto

Os novatos reforçarão o efetivo nas regiões cujas cidades-sede são Passo Fundo, Santa Maria, Uruguaiana e Porto Alegre
Os novatos reforçarão o efetivo nas regiões cujas cidades-sede são Passo Fundo, Santa Maria, Uruguaiana e Porto Alegre Foto : Paulo Nunes
Dez aspirantes a mergulhador do Grupamento de Busca e Salvamento (GBS) do Corpo de Bombeiros tiveram aulas práticas no Cais do Porto da Capital na tarde desta segunda-feira. Os novatos reforçarão o efetivo nas regiões cujas cidades-sede são Passo Fundo, Santa Maria, Uruguaiana e Porto Alegre.

Os participantes são todos soldados da Brigada Militar, já tendo atuado em unidades da instituição. Grande parte deles entrou na última turma. O GBS conta com 16 mergulhadores na Capital. De janeiro até setembro deste ano, o Grupamento efetuou 41 missões de resgate de vítimas de afogamento.

É o caso do uruguaianense Jerley Lucena, 26 anos. Há um ano na BM, ele estava lotado em São Leopoldo, quando soube da abertura do curso de mergulho. Não pensou duas vezes e tratou de inscrever-se. “É um sonho que eu tinha”, disse Lucena, postado no pátio do GBS, no cais. “Creio que seja uma missão que pretendo cumprir”, ressaltou Lucena.

No ancoradouro do GBS, os aspirantes demonstraram a técnica de entrar na água com segurança e não ir muito fundo. Usando pé-de pato, snorkel - que permite respirar na superfície -, e máscaras, os alunos saltaram em pé, em duplas, nadando de um lado a outro do ancoradouro, usando apenas as pernas para o impulso. Os braços ficaram para trás, sendo seguros pelo parceiro.

Segundo o auxiliar de coordenação do curso de formação, sargento Luís da Fontoura Iglesias, este tipo de manobra é usado para reforçar a musculatura das pernas. “Esse exercício se chama ‘passo do gigante’, pois mergulhadores não dão mais aqueles voos, que se vê no cinema”, explicou.

Curso

O curso tem duração de seis semanas (365 horas/aula) e os policiais militares precisam ter até 30 anos, o que faz com que os calouros, se aprovados tenham um tempo maior na profissão. As disciplinas vão da prática de natação e mergulho, treinamento físico, com ênfase à aeróbica.

Os alunos treinam, entre outras coisas, como lidar com o material e equipamentos e operações embarcadas. “Há também aulas sobre salvamento aéreo”, explica Iglesias. “Eles aprendem como se localizar na aeronave, por qual lado saltar, entre outras coisas”.

Além disso, são ensinadas fisiologia do mergulho, onde o aluno aprende as variadas reações do organismo em diferentes profundidades. “E eles (aspirantes) têm noções de meteorologia, pois muitas vezes o salvamento é feito em locais afastados e temos que estar atento ao tempo”.

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