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Boto é encontrado morto, vítima de rede de pesca, no Cassino

Este já é o 9º exemplar da espécie que morre pelo mesmo motivo em menos de dois meses

Encontrado 9º boto vítima de redes de pesca em menos de dois meses no Litoral Sul
Encontrado 9º boto vítima de redes de pesca em menos de dois meses no Litoral Sul Foto : Carmem Ziebell / Especial / CP
Técnicos do Laboratório de Mamíferos Marinhos do Museu Oceanográfico da Furg recolheram, nesta segunda-feira, da beira da praia do Cassino, na região da Querência, um boto encontrado morto. O animal foi vítima de redes de pesca, pois o focinho estava com marcas do artefato. De acordo com o oceanólogo Lauro Barcellos, do Museu Oceanográfico da Furg, este é o 9º boto morto aprisionado em redes nos últimos dois meses e o 16º este ano, de uma população de aproximadamente 90 animais que vive na região de Rio Grande e São José do Norte.

O Laboratório de Mamíferos Marinhos do Museu Oceanográfico acompanha essa população de botos desde 1974. O biólogo Pedro Fruet, do Laboratório, observa que essa mortalidade preocupa. Isso porque se continuar alta, essa população pode ser extinta. "Esses animais tem reprodução lenta. Uma fêmea tem um filhote a cada três anos", observa Fruet.