Técnicos do Laboratório de Mamíferos Marinhos do Museu Oceanográfico da Furg recolheram, nesta segunda-feira, da beira da praia do Cassino, na região da Querência, um boto encontrado morto. O animal foi vítima de redes de pesca, pois o focinho estava com marcas do artefato. De acordo com o oceanólogo Lauro Barcellos, do Museu Oceanográfico da Furg, este é o 9º boto morto aprisionado em redes nos últimos dois meses e o 16º este ano, de uma população de aproximadamente 90 animais que vive na região de Rio Grande e São José do Norte.
O Laboratório de Mamíferos Marinhos do Museu Oceanográfico acompanha essa população de botos desde 1974. O biólogo Pedro Fruet, do Laboratório, observa que essa mortalidade preocupa. Isso porque se continuar alta, essa população pode ser extinta. "Esses animais tem reprodução lenta. Uma fêmea tem um filhote a cada três anos", observa Fruet.
Boto é encontrado morto, vítima de rede de pesca, no Cassino
Este já é o 9º exemplar da espécie que morre pelo mesmo motivo em menos de dois meses