Segundo Isabella Ballalai, até 2010 o meningococo [bactéria causadora da doença] do tipo C era responsável por 80% de meningites no país. A partir daí, com a vacinação em crianças com menos de 2 anos, determinada pelo Ministério da Saúde, os casos diminuíram, embora o vírus ainda circulasse em maiores de 4 ou 5 anos de idade, nos adolescentes e nos adultos. A médica acrescentou que, para a faixa com imunidade, o vilão passou a ser o meningococo tipo B.
“Era o inimigo número dois e passou a ser o primeiro causador da doença meningocócica. Então, a vacina do tipo B, junto com as que já existem nos tipos A, C, W e Y é a expectativa de prevenir os tipos de doença meningocócica que circulam entre nós. A gente espera ter esta vacina em 2015”, revelou Isabella.
Segundo a SBIm, a meningite tem tratamento específico, mas, apesar disso, uma em cada grupo de cinco pessoas infectadas não resiste à doença. Entre os que sobrevivem, de 10% a 20% têm sequelas neurológicas, e outros ainda podem ser acometidas com problemas de surdez ou mesmo casos de amputação de membros.
Para Isabella Ballalai, apesar de o Brasil ter um programa de imunizações considerado um dos melhores no mundo, não pode deixar de lado o controle de doenças em adultos. É preciso ter cobertura além da infância para evitar que doenças controladas atualmente, como a poliomielite, retornem ao país. Ela adiantou que o Ministério da Saúde deve anunciar, em novembro, a vacinação de gestantes contra a coqueluche.