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"Brasil está diante de epidemia que chama a atenção do mundo", diz ministro

Castro pregou trabalho cotidiano e ininterrupto para destruir criadouros do mosquito

Brasil está diante de epidemia que chama a atenção do mundo, diz ministro
Brasil está diante de epidemia que chama a atenção do mundo, diz ministro Foto : Lucio Bernardo Jr / Câmara de Deputados / CP Memória
O ministro da Saúde, Marcelo Castro, afirmou nesta sexta-feira que o Brasil está diante de uma epidemia que chama a atenção do mundo, ao se referir ao avanço do vírus Zika no país. A declaração surge um dia após a Organização Mundial da Saúde (OMS) convocar um comitê de emergência para tratar do assunto.

Durante cerimônia de mobilização contra o mosquito Aedes aegypti no próprio prédio do ministério, Castro disse que os servidores da pasta precisam dar o exemplo em primeiro lugar. "Não temos ainda a vacina, o remédio para combater o vírus. O que nos resta é o trabalho cotidiano e ininterrupto para destruir os criadouros do mosquito."

O ministro lembrou que o Aedes aegypti circula atualmente em pelo menos 113 países e está no Brasil há cerca de 30 anos. Para ele, acabar com os criadouros é uma tarefa difícil, mas não impossível. "O governo está fazendo a sua parte. Nunca houve na história deste país uma mobilização tão efetiva", disse. "São fundamentais e mais necessárias ainda a participação e a mobilização da sociedade".

OMS em estado de alerta

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou nessa quinta que teme que sejam de três a quatro milhões o número de casos afetados pelo vírus Zika nas Américas. O temor da OMS se deve à rápida propagação da doença, segundo Marcos Espinal, chefe de doenças transmissíveis e saúde sanitária do escritório regional da organização nas Américas. 

"O vírus foi detectado ano passado na região das Américas, onde se propaga de maneira explosiva", afirmou a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, durante uma reunião de informações para os Estados-membros da OMS em Genebra. "Atualmente, casos foram notificados em 23 países e territórios na região. O nível de alerta é extremamente alto", acrescentou.