O contrato de 5 bilhões de dólares é disputado pelo modelo Rafale do fabricante francês Dassault, o F/A-18 Super Hornet do norte-americano Boeing e o Gripen NG do sueco Saab. O último prazo terminou em 30 de junho e se estenderá agora até o final do ano.
O diretor da filial brasileira da Dassault, Jean-Marc Merialdo, disse que se trata da "quarta prorrogação". "É simplemente uma questão administrativa, não há nenhum outro motivo", disse.
Após várias reportagens sugerindo haver restrições orçamentárias, o Brasil deve eleger este ano o vencedor da licitação. Uma das principais condições do Brasil aos fabricantes é a transferência total da tecnologia para que a construção das aeronaves seja realizada de forma local, com a possibilidade de venda imediata no mercado regional.
Neste ponto, o Rafale está melhor posicionado já que o governo francês se comprometeu a uma transferência tecnológica "sem restrições" e o Brasil desconfia que os Estados Unidos farão o mesmo, apesar de seus compromissos, dizem os analistas. O preço dos F-18 norte-americanos, no entanto, é melhor.