Os números, porém, ainda estampam as imensas disparidades regionais. São Paulo é responsável por 47% dos transplantes realizados no País: 9,9 mil. A marca é quase cinco vezes maior do que a apresentada por Minas Gerais, o segundo colocado. Tocantins, Amapá e Roraima não realizaram nenhuma cirurgia do tipo.
Para tentar reduzir a diferença, o governo quer lançar um projeto de incentivo para Estados onde o serviço é inexistente ou apresenta deficiências. "A ideia é fazer investimento em toda a rede. Mas daremos atenção especial a Estados que têm mais deficiências", disse o secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Helvécio Miranda.
Para o secretário, é possível aumentar de forma expressiva o número de transplantes no País. "Mas não é necessário que todos os Estados tenham centros responsáveis pela cirurgia. Queremos montar polos transplantadores, que ficarão encarregados do atendimento de pacientes de determinada região."