No espaço, a comunidade pode comprar roupas femininas e masculinas, sapatos, livros, CDs, peças antigas de decoração e acessórios. Com o valor arrecadado no brechó, que é promovido regularmente pela associação, são feitas pequenas intervenções no prédio histórico, que completou 128 anos, em 2012. Já foram recuperados o lustre principal e a porta de entrada. Atualmente, o trabalho está voltado ao restauro da marquise de entrada.
Segundo a presidente da Associação, Andrea Bonow, o brechó é uma das principais ações, que buscam aproximar a comunidade do projeto de preservação e restauro do Hospital. “Todas as nossas ações são feitas exclusivamente com os recursos arrecadados nos brechós, que são quatro por ano, e os bazares”, afirmou.
A AMeHSP é uma organização não governamental que tem como objetivo garantir a preservação da história institucional do Hospital. Criada há nove anos, a associação é formada por voluntários de diversas áreas, que contribuem da sua maneira para as intervenções. Segundo a vice-presidente e arquiteta, Renata Galbinski, o valor histórico e patrimonial do prédio é inestimável.
A expectativa é grande agora, explicou ela, com o restauro do primeiro bloco do prédio, que é uma obra de grande porte, articulado pelo governo do Estado. Ele compreende a recuperação da cobertura elétrica e hidráulica, que começará ainda neste ano. “Acompanhamos todo o projeto e esperamos que a primeira etapa esteja concluída ainda nesta gestão e que o projeto que envolve os outros blocos em andamento”, afirmou ela, explicando que todas as intervenções têm como meta evitar a degradação dos prédios, que é comum com o tempo. “Queremos qualificar o local e, ao mesmo tempo, não permitir que ele seja mais agredido”, lembrou Renata.