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Brigada Militar negocia com vigilantes em greve

Exigência é que agência Central do Banrisul seja totalmente liberada a partir das 14h

Pela manhã houve confusão entre grevistas e clientes do Banrisul
Pela manhã houve confusão entre grevistas e clientes do Banrisul Foto : Bruna Cabrera / Especial / CP
O autoatendimento da agência central do Banrisul, na Praça da Alfândega, foi liberado a partir do meio-dia desta segunda-feira. Uma greve dos vigilantes, que teve início hoje, impediu a entrada da população desde às 10h. A Brigada Militar negocia com o grupo a liberação total da agência a partir das 14h.

Depois de muita conversa entre a Brigada Militar e Sindi-Vigilantes do Sul, em parceria com a Central Única dos Trabalhadores (CUT), os vigilantes saíram da porta da agência Central do Banrisul e liberaram apenas o autoatendimento. O grupo, então, ocupou a parte de dentro do sanguão e as portas que dão acesso aos caixas foram fechadas pelos funcionários do Banrisul.

Um dos manifestantes chegou a arremessar uma garrafa vazia de água em direção aos funcionários do Banrisul, mas logo foi reprimido por outros grevistaas. Segundo a categoria, se objetos fossem jogados contra a agência ou gritos de guerra fossem entoados dentro do prédio, o grupo perderia a razão.

Durante a manhã houve empurra-empurra entre clientes e vigilantes. Alguns clientes apoiaram a greve e houve quem pedisse para entrar no banco para resolver pendências pessoais. Além dos bancos, hospital e empresas de alarmes também foram afetados. A greve foi deflagrada hoje depois de uma reunião que ocorreu na quinta-feira. Os vigilantes reivindica 12% de reajuste e R$ 18 de vale alimentação. Atualmente eles recebem R$ 14 como auxílio.

O Banrisul afirmou durante a manhã que todos os funcionários estavam apostos desde as 10h para o atendimento e que, inclusive, os vigilantes da agência estavam em serviço. No início da manhã houve a informação de que as agências do Bradesco não abririam, mas a ação não foi confirmada. A assessoria de imprensa do banco informou que a empresa não comentaria o caso.