De acordo Nilo Mendes, cobrador da linha que passa pelo bairro Feitoria, um dos mais distante da região central, os assaltos ocorrem no final da tarde, período que concentra o maior número de passageiros. “Eles roubam do caixa mas também dos usuários. E são agressivos, ficam ameaçando e apontando a arma para as pessoas”, salienta.
Segundo levantamento da BM, apenas no mês de agosto, foram contabilizados nove assaltos a mão armada em 24 dias, apenas na zona Norte. No ano, conforme registro da BM, já são 45 os ataques a coletivos.
O diretor do Consórcio Operacional Leopoldense, Marco Aurélio Zang, que tem a maioria da linhas atacadas por ladrões, destaca que não serão tomadas medidas para reduzir horários ou diminuir itinerários. “Confiamos que a polícia consiga dar conta da segurança e não queremos prejudicar a população que também se sente desprotegida”, afirma. Ele informa que será repassado ao Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo do Vale do Sinos um documento com pedido de melhorias para a categoria, que incluem a instalação de um sistema de videomonitoramento na frota de ônibus, bem como a implantação da bilhetagem eletrônica, que reduzirá a quantia em dinheiro que atualmente circula dentro dos veículos e chama a atenção de bandidos. “Sabemos que isso não será imediato, mas são medidas a serem pensadas a longo prazo, para que a categoria se sinta mais segurança no ambiente de trabalho”, diz.
Já o tenente-coronel Ari José Cassanta Chaves, comandante do 25º Batalhão da Brigada Militar de São Leopoldo, afirma que as buscas aos assaltantes já iniciaram a partir da descrição feita pelas vítimas. “A princípio, os assaltos são praticados por duplas que usam sempre bonés ou moletom com capuz. Já temos alguns suspeitos e vamos agilizar ações para pegá-los”, enfatiza.