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Brigada Militar realiza operação em coletivos de São Leopoldo

A ação ocorre a pedido de motoristas, cobradores e usuários que convivem com assaltos frequentes

A ação ocorre a pedido de motoristas, cobradores e usuários que convivem com assaltos frequentes
A ação ocorre a pedido de motoristas, cobradores e usuários que convivem com assaltos frequentes Foto : Stephany Sander / Especial / CP
A pedido de motoristas, cobradores e usuários do transporte coletivo de São Leopoldo, a Brigada Militar (BM) está realizando ações de abordagens nas linhas que circulam pelo município. De acordo com comandante da corporação José Saves, a operação teve início nesta semana e seguirá até a próxima. “Estamos iniciando uma operação que deve se prolongar por vários dias, não temos data e nem local, elas serão feitas de forma aleatória.”

De acordo Nilo Mendes, cobrador da linha que passa pelo bairro Feitoria, um dos mais distante da região central, os assaltos ocorrem no final da tarde, período que concentra o maior número de passageiros. “Eles roubam do caixa mas também dos usuários. E são agressivos, ficam ameaçando e apontando a arma para as pessoas”, salienta.
Segundo levantamento da BM, apenas no mês de agosto, foram contabilizados nove assaltos a mão armada em 24 dias, apenas na zona Norte. No ano, conforme registro da BM, já são 45 os ataques a coletivos.

O diretor do Consórcio Operacional Leopoldense, Marco Aurélio Zang, que tem a maioria da linhas atacadas por ladrões, destaca que não serão tomadas medidas para reduzir horários ou diminuir itinerários. “Confiamos que a polícia consiga dar conta da segurança e não queremos prejudicar a população que também se sente desprotegida”, afirma. Ele informa que será repassado ao Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo do Vale do Sinos um documento com pedido de melhorias para a categoria, que incluem a instalação de um sistema de videomonitoramento na frota de ônibus, bem como a implantação da bilhetagem eletrônica, que reduzirá a quantia em dinheiro que atualmente circula dentro dos veículos e chama a atenção de bandidos. “Sabemos que isso não será imediato, mas são medidas a serem pensadas a longo prazo, para que a categoria se sinta mais segurança no ambiente de trabalho”, diz.

Já o tenente-coronel Ari José Cassanta Chaves, comandante do 25º Batalhão da Brigada Militar de São Leopoldo, afirma que as buscas aos assaltantes já iniciaram a partir da descrição feita pelas vítimas. “A princípio, os assaltos são praticados por duplas que usam sempre bonés ou moletom com capuz. Já temos alguns suspeitos e vamos agilizar ações para pegá-los”, enfatiza.  

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