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Brigada Militar reforçará campanha para evitar afogamentos em rios

Mais de 70% dos 166 óbitos registrados até dezembro de 2010 ocorreram em água doce

Apesar das campanhas de conscientização e dos altos índices de mortes divulgados nos últimos dois anos, o Rio Grande do Sul volta a apresentar mais de uma centena de mortes por afogamento em 2010. Dos 166 óbitos registrados até o início de dezembro, 73% ocorreram em fontes de água doce, contra apenas 9,4% no mar. É por esse motivo que a Brigada Militar inicia uma campanha em diversas cidades para alertar para os perigos de rios, arroios e lagoas.

"A gente fala tanto nas mortes no mar e faz um grande alarde que as pessoas acabam se cuidando um pouco mais", destaca o comandante dos bombeiros, coronel Altair de Freitas Cunha. "Agora, estamos fazendo uma programação para acentuar a prevenção nas cidades próximas a rios. O Corpo de Bombeiros de cada cidade vai fazer divulgações de mortes e tentar alertar de forma mais forte sobre os riscos em campanhas preventivas", explica o coronel.

De acordo com Freitas Cunha, a falsa ilusão de segurança e a mistura pesca/bebida são os maiores agravantes. "A população se atira na água sem conhecer a morfologia do rio. A água é mais imprevisível, com galhos e pedras, nos quais as pessoas ficam presas", previne o comandante dos bombeiros. "É por isso que alertamos as famílias ribeirinhas, que as pessoas não tem que se sentir mais seguras pelo fato do rio ser menor, pois notamos que ele mata muito mais que o mar."

Em 2009, o Rio Grande do Sul anotou um total 199 mortes, contra as 166 fatalidades anotadas até o início do último mês deste ano. Pela média dos últimos três anos, contudo, o coronel Altair projeta que cerca de 30 óbitos ainda podem ocorrer em dezembro, atingindo um número de fatalidades na casa das 200 pessoas.

O afogado médio no Estado é o homem (87%) entre 14 e 25 anos (60%). O comandantes dos bombeiros avalia que esse perfil é influenciado, principalmente, pela composição dos trabalhadores da pesca e não por uma natureza mais irresponsável do sexo masculino em si.

Veja os cuidados essenciais para evitar afogamentos:

- Evite nadar com bandeira vermelha, perto de pedras ou em locais que não tenham salva-vidas

- Obedeça placas de "proibido nadar" e orientações dos salva-vidas

- Somente pratique a natação se estiver em lugar supervisionado

- Nunca entrar na água logo após as refeições

- Nunca ingerir bebida alcoólica antes de entrar na água

- Não deixar que a água cubra além do umbigo quanto estiver em pé

- Se nadar para longe da beira de rio ou mar, lembre-se de guardar energia para a volta

- Pare de nadar e saia de barco ou da água quando ouvir trovão ou sinais de tempestade, pois a água é excelente condutora de eletricidade


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