“A viagem está dentro de um planejamento, faz parte da busca de interligação com a Fifa, com vistas à preparação da Copa do Mundo de 2014, e de contato com a Polícia local no sentido de ajudar na segurança dos jogadores gaúchos. O correto é a Procuradoria-Geral do Estado recorrer da decisão”, afirmou Trindade. De acordo com a decisão, caso a viagem se realize, a corporação deverá devolver aos cofres públicos os custos relativos às despesas.
A assessoria de imprensa da Procuradoria-Geral do Estado afirma que o órgão ainda não foi notificado e que, portanto, não pode emitir qualquer opinião sobre o tema. A notificação deve acontecer em até 10 dias.
O juiz Sílvio Tadeu de Ávila suspendeu, nesta quinta-feira, a autorização do Governo do Estado que permitia a ida de oficiais da BM aos Emirados Árabes. O objetivo da viagem seria acompanhar a participação do Inter no Mundial de Clubes. O pedido de suspensão partiu da Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público, do Ministério Público do Estado (MPE).
O MP ainda pedia a condenação dos cinco policias e a devolução das diárias, caso se confirmasse a viagem e os valores fossem gastos. O custo da operação era estimado em quase R$ 100 mil. O magistrado excluiu do processo os oficiais por entender que eles recebem ordens superiores e não podem se negar a cumpri-las.
Para o Judiciário, a intenção alegada pela BM - buscar subsídios para a segurança da próxima Copa do Mundo e oferecer apoio aos gaúchos que forem acompanhar os jogos de Abu Dhabi - não integram as atribuições da corporação.