Segundo ele, toda a cidade registrou alagamentos devido à quantidade de precipitação. “Em quatro horas, choveu mais do que a metade da média do mês. Não há cidade no mundo que consiga drenar tudo isso”, explicou. Durante toda a madrugada, o DEP e a Defesa Civil monitoraram a rua Graciliano Ramos, no Jardim do Salso, onde havia risco de desabamento de um prédio, em razão da inundação de uma obra. “Houve uma avaliação técnica e descartamos os riscos”, disse Boelter.
Além dos alagamentos, árvores desabaram nas ruas André da Rocha, Luiz Manoel Gonzaga e Félix da Cunha com Farrapos. A Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam) atendeu 15 ocorrências em função do temporal. Ao todo, 11 árvores e quatro galhos caíram em vias públicas.
O trânsito também foi prejudicado. A avenida Ipiranga apresentou falha em uma sinaleira na esquina com a rua Santana. A Joaquim Porto Villanova ficou parcialmente interrompida por conta de cascalhos e outros dejetos. Na manhã desta terça-feira, a rua Voluntários da Pátria, embaixo da Ponte do Guaíba, ainda registrava acúmulo de água. Uma caminhonete F250 não conseguiu vencer a poça e parou no caminho. “O motor começou a falhar”, contou o irmão do condutor, Ramon de Assis, 19 anos. O motorista permaneceu dentro do veículo até a chegada do guincho.
Um dos pontos mais críticos era a avenida Padre Cacique, que ficou totalmente alagada. No início da manhã, somente veículos pesados passavam pela via, no sentido Centro-bairro. Na direção oposta, o fluxo estava completamente congestionado.
Segundo o Centro Integrado de Comando da Cidade de Porto Alegre (Ceic), de onde os servidores de diversos órgãos da prefeitura monitoraram o temporal, a chuva quase alcançou a média mensal da cidade, de 101 mm.
Confira as medições da chuva em vários bairros de Porto Alegre:
São Geraldo: 95,4 mm
Humaitá: 92,7 mm
Glória: 73,2 mm
Centro, 72 mm
Menino Deus e Moinhos de Vento: 69,6 mm
Belém Novo: 68,7 mm
Jardim Botânico: 64,6 mm