Nessa sexta-feira, despojos de uma das vítimas do desmoronamento de três prédios no centro histórico do Rio de Janeiro foram levados, por engano, para um depósito da prefeitura na Rodovia Rio-Petrópolis.
O coronel Simões afirmou que alguns dos 17 corpos já encontrados estão muito mutilados, como o que foi achado nessa madrugada e que poderia facilmente ser confundido com o entulho. “O corpo se misturou com as características da terra, do cimento, da lama e, em uma operação desse porte, essa possibilidade tem de ser considerada”.
Para evitar que isso se repita, equipes do Corpo de Bombeiros irão ao depósito da prefeitura ainda hoje, levando cães farejadores para checar se há mais restos mortais misturados ao material retirado do local do desabamento. A partir de agora, a determinação é para que o trabalho de remoção dos escombros seja feito de forma minuciosa para evitar danos aos corpos que porventura ainda estejam soterrados.
O secretário de Defesa Civil informou ainda que está sendo feito um levantamento na Secretaria de Assistência Social da prefeitura do Rio para checar quantas pessoas estão efetivamente desaparecidas. “Uma dessas pessoas dadas como desaparecidas chegou em casa, sem nenhum problema. Outra, a pessoa que informou o desaparecimento de um parente não foi mais localizada, mas, em princípio seriam cinco os desaparecidos”.
O coronel Simões disse que até domingo o Corpo de Bombeiros vai concluir o trabalho de procura dos corpos em toda a área da avenida 13 de Maio. Hoje, “está sendo iniciado um remanejamento dos escombros no local de descarte, e eu não quero aqui definir o dia que as buscas vão terminar”. No entorno da avenida, que compreende duas ruas transversais de pequeno porte, os escombros já foram quase totalmente retirados. A área já está praticamente limpa.