Inusitado na política local, o fato de os petistas terem pedido a investigação do próprio governo está repercutindo na cidade. Conforme o vereador Divaldo Lara, do PTB, a prefeitura publicou, através da internet, a proposta comercial no dia 7 de junho e o contrato só foi formalizado no dia 15 do mesmo mês. "Isso é a maior prova de que a empresa foi favorecida", disse o vereador, justificando que ela detinha o contrato de exclusividade com os grupos musicais, Só Pra Contrariar e Os Fagundes, a dupla, Pedrinho e Leo, e o cantor Armandinho. O valor cobrado pelos quatro shows foi de R$ 175,7 mil em três parcelas iguais e sucessivas até a data da realização do evento.
Já, o secretário municipal da Juventude, Esporte e Lazer, Paulinho Parera, classifica as denúncias como factoides. Segundo ele, a prefeitura sempre agiu dentro da Lei e, desde a gestão do prefeito anterior, Luís Fernando Mainardi, nunca contratou shows por licitação. Disse, também, que a administração tratou antes com os interessados, o que bastou para fazer a divulgação da notícia. "Não precisa ter o contrato na mão para anunciar", protesta Paulinho Parera.