No documento, o presidente da Câmara, Luiz Andrade, afirmou que os parlamentares foram impedidos de trabalhar. "O Legislativo garantiu a democracia – permitindo a participação dos manifestantes –, no entanto os parlamentares foram impedidos de fazer o uso da palavra e votar os projetos da ordem do dia, obrigando a suspensão da sessão."
Conforme o Legislativo do município, os ativistas exigem melhorias em três setores: transporte, saúde e redução de cargos comissados. “A Câmara já realizou audiência pública, onde foram discutidas questões para a mobilidade urbana. Além disso, já foi protocolada na Casa a proposta de criação da Frente Parlamentar pelo barateamento da tarifa do transporte público”, defendeu na nota.
Os vereadores também garantiram estudos para áreas da saúde e reforma administrativa dos poderes no município. “A comissão de saúde já protocolou o pedido de audiência pública para discutir o novo sistema de regulação com data a ser definida”, diz a nota, acrescentando: “O projeto de reestruturação do Executivo, que possui mais de 500 páginas, chegou à Câmara no dia 03 de julho e segue o processo de análise das comissões competentes”.
Os vereadores devem se reunir no final da tarde de hoje para definir as medidas que serão tomadas diante do exposto de hoje para a mídia. Assim que novas ações forem definidas, a imprensa será informada imediatamente.
Pela manhã, terminou sem acordo a reunião entre parlamentares e representantes da prefeitura de São Leopoldo. A tentativa era resolver o impasse, já que um grupo de manifestantes ocupa o Parlamento há quase 24 horas. A Câmara de Vereadores está sem internet e sem telefone por decisão da presidência da Casa.