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Câmara dos Deputados exalta imparcialidade em homenagem ao Correio do Povo

Parlamentares de diversos partidos manifestaram admiração pela trajetória do jornal

Deputados gaúchos prestaram homenagens
Deputados gaúchos prestaram homenagens Foto : Luis Macedo / Câmara dos Deputados / Divulgação / CP
A Câmara dos Deputados realizou na manhã desta quinta-feira uma solenidade em homenagem aos 120 anos do Correio do Povo. O vice-presidente do Grupo Record RS e diretor executivo do jornal, Cleber Nascimento Dias, o deputado Osmar Terra (PMDB-RS), que presidiu a cerimônia, e os deputados Carlos Gomes (PRB-RS) e Raquel Muniz (PSC-MG) manifestaram admiração ao jornal mais antigo do Rio Grande do Sul.

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Terra leu o pronunciamento por escrito do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB), que não pôde estar presente. Cunha exaltou o rescaldo revolucionário, mas com neutralidade das edições do impresso gaúcho. Além disso, elogiou a estrutura informatizada e tecnológica do jornal. “Sucesso comprovado por sucessivas gerações”, disse o presidente.

O deputado Osmar Terra (PMDB-RS) contou a história do Correio do Povo e exaltou o trabalho do “jovem sergipano que fundou o jornal com maior tradição do Rio Grande do Sul”, Francisco Antônio Vieira Caldas Júnior. Além disso, relembrou os tempos em que os gaúchos eram divididos entre republicanos e federalistas. Terra lembrou que o objetivo de Caldas Júnior sempre foi o de vender notícias, “era um jornal sem lado ou bandeira”, avaliou. Disse ainda que a primeira edição do Correio do Povo tinha apenas quatro páginas e 2 mil exemplares de tiragem. No entanto, em apenas três anos, se tornou o maior jornal do Rio Grande do Sul.

O deputado Giovani Cherini (PDT-RS) agradeceu a presença de Nascimento e afirmou que “além de registrar a história, (o Correio do Povo) fez história”. Segundo Cherini, “um jornal tão lido, quanto ele é, certamente influenciou, divulgando opiniões, divulgando novas ideias ou denunciando o que os outros queriam ocultar”, encerrou.

Já o deputado José Fogaça (PMDB-RS) afirmou que falar de um jornal como o Correio do Povo é homenagear instituições democráticas. “Caldas Júnior tinha o compromisso de democratizar a informação e já reiterava isso na primeira edição”, e exaltou, “tinha na sua denominação um objetivo claro”. Assim, o aniversariante "é a voz do povo gaúcho", completou Fogaça.

A deputada Raquel Muniz (PSC-MG) falou em nome do partido e lembrou de Dolores Alcaraz Caldas, que administrou o jornal depois da morte de Caldas Júnior. “A grande dama, Dolores, conseguiu manter este jornal e fazer com que ele produzisse tanta e tanta notícia para o nosso Brasil”, disse. Além disso, a deputada exaltou o trabalho do jornal, que foi usado como base para o ensino superior em jornalismo do norte de Minas Gerais.

O deputado Carlos Gomes (PRB-RS) chamou a atenção para as inovações do jornal, que já nos primeiros anos de vida contribuiu para a profissionalização dos jornalistas, passando a contar com quadro próprio, o que foi novidade na época. “Quero cumprimentar e elogiar todas as pessoas que participaram desta história diretamente e também indiretamente. Sempre fiel as suas origens, o Correio do Povo continua um jornal não comprometido com chimangos ou maragatos, mas sim com interesses do Rio Grande do Sul e da sua gente”, disse.

Também falaram em plenário os deputados Luis Calos Heinze (PP-RS) e Ronaldo Nogueira (PTB-RS).