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Câmeras podem identificar autores de ataque a prefeitura

Prédio em Porto Alegre foi pichado durante protesto por redução da passagem de ônibus

Prédio da Prefeitura foi pichado novamente durante protesto
Prédio da Prefeitura foi pichado novamente durante protesto Foto : Mauro Schaefer
Após um novo manifesto pela redução da passagem de ônibus em Porto Alegre, o prefeito em exercício, Sebastião Melo, irá encaminhar para a Polícia Civil, ainda nesta quarta-feira, as imagens das câmeras de monitoramento do Paço Municipal que gravaram a ação. Isso porque o protesto acabou em os atos de vandalismo no prédio da Prefeitura na noite dessa terça-feira. O objetivo é identificar os vândalos.

A porta principal, duas colunas e as laterais foram pichadas foram pichadas. Para Melo, o protesto que pede que a tarifa de ônibus seja reduzida de R$ 2,85 para R$ 2,60 é legítima, mas não pode ter atos de violência.

Uma das coordenadoras do Diretório Central de Estudantes (DCE) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), Luany Barros e Xavier, disse que os atos foram promovidos por grupos que fazem parte do Bloco de Luta pelo Transporte Público. Segundo ela, o vandalismo maior partiu da Brigada Militar (BM), que teria jogado os cavalos em cima dos manifestantes. Apesar das pichações, a estudante classificou o manifesto como "pacífico".

O protesto também tinha como objetivo comemorar a decisão do juiz Hilbert Obara, no dia 4 de abril, que suspendeu o último reajuste no preço da passagem e reduziu a tarifa de R$ 3,05 para R$ 2,85. Conforme os manifestantes, a decisão do magistrado reflete uma vitória dos estudantes.

O titular da 5ª Vara da Fazenda Pública já relatou para a reportagem da Rádio Guaíba que a decisão, tomada após solicitação do vereador Pedro Ruas (PSOL), foi estritamente técnica. O prefeito em exercício preferiu não se manifestar sobre a motivação do magistrado para reduzir a tarifa.

Prefeitura de Porto Alegre analisa tabela tarifária

Melo disse que a Prefeitura está fazendo um estudo sobre a tabela que é usada como base de cálculo do reajuste da tarifa de transporte público de Porto Alegre. Também, lembrou que o problema não é local, já que o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), decidiu aumentar a tarifa do transporte na capital paulista, mas a presidente Dilma Rousseff (PT), pediu para isso não ocorrer. Haddad teria dito que se não tiver uma discussão sobre a redução de impostos, não teria como segurar o reajuste.

O prefeito José Fortunati esteve em Brasília a fim de buscar apoio do governo federal para alterar as políticas de incentivo ao transporte público. Ele defendeu a desoneração do PIS e da Cofins embutidos na passagem e a destinação de uma parcela no imposto que incide sobre combustíveis a fim de subsidiar o setor. Segundo o cálculo do prefeito, é possível, com isso, que as tarifas de ônibus caiam de 15% a 20%, em todo o Brasil. Estados e municípios devem contribuir, reduzindo as alíquotas de ICMS e do ISS embutidos no valor da passagem.

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