A porta principal, duas colunas e as laterais foram pichadas foram pichadas. Para Melo, o protesto que pede que a tarifa de ônibus seja reduzida de R$ 2,85 para R$ 2,60 é legítima, mas não pode ter atos de violência.
Uma das coordenadoras do Diretório Central de Estudantes (DCE) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), Luany Barros e Xavier, disse que os atos foram promovidos por grupos que fazem parte do Bloco de Luta pelo Transporte Público. Segundo ela, o vandalismo maior partiu da Brigada Militar (BM), que teria jogado os cavalos em cima dos manifestantes. Apesar das pichações, a estudante classificou o manifesto como "pacífico".
O protesto também tinha como objetivo comemorar a decisão do juiz Hilbert Obara, no dia 4 de abril, que suspendeu o último reajuste no preço da passagem e reduziu a tarifa de R$ 3,05 para R$ 2,85. Conforme os manifestantes, a decisão do magistrado reflete uma vitória dos estudantes.
O titular da 5ª Vara da Fazenda Pública já relatou para a reportagem da Rádio Guaíba que a decisão, tomada após solicitação do vereador Pedro Ruas (PSOL), foi estritamente técnica. O prefeito em exercício preferiu não se manifestar sobre a motivação do magistrado para reduzir a tarifa.
Prefeitura de Porto Alegre analisa tabela tarifária
Melo disse que a Prefeitura está fazendo um estudo sobre a tabela que é usada como base de cálculo do reajuste da tarifa de transporte público de Porto Alegre. Também, lembrou que o problema não é local, já que o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), decidiu aumentar a tarifa do transporte na capital paulista, mas a presidente Dilma Rousseff (PT), pediu para isso não ocorrer. Haddad teria dito que se não tiver uma discussão sobre a redução de impostos, não teria como segurar o reajuste.
O prefeito José Fortunati esteve em Brasília a fim de buscar apoio do governo federal para alterar as políticas de incentivo ao transporte público. Ele defendeu a desoneração do PIS e da Cofins embutidos na passagem e a destinação de uma parcela no imposto que incide sobre combustíveis a fim de subsidiar o setor. Segundo o cálculo do prefeito, é possível, com isso, que as tarifas de ônibus caiam de 15% a 20%, em todo o Brasil. Estados e municípios devem contribuir, reduzindo as alíquotas de ICMS e do ISS embutidos no valor da passagem.