Geral

Câncer de pele representa 25% da doença no País

Inca estima em 113,8 mil novos casos para 2011, sendo a maioria de mulheres

O câncer da pele é o tipo mais frequente de tumor manifestado em brasileiros, correspondendo a 25% dos casos registrados no País pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca). Quando é diagnosticado precocemente, tem maior percentual de cura e melhores condições de tratamento. De acordo com o Inca, são estimados 113,8 mil novos casos para 2011, sendo a maioria — mais de 60 mil — para mulheres. Diante do quadro, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) realizou, neste sábado, em todo o Brasil, a Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer da Pele.

No Rio Grande do Sul, o atendimento para diagnóstico médico e os encaminhamentos ocorreram gratuitamente em 10 unidades de saúde. Na Capital, a mobilização aconteceu nos hospitais de Clínicas, São Lucas da PUC, Santa Casa, Universidade Federal de Ciências da Saúde e no Ambulatório de Dermatologia Sanitária. No Interior do Estado, o mutirão chegou aos municípios de Pelotas, Santa Maria, Rio Grande, Santa Cruz do Sul e Caxias do Sul. A expectativa é superar os 2,2 mil atendimentos feitos na edição do ano passado.

Para o presidente da SBD-RS, Gustavo Pinto Corrêa, o grande trunfo da sociedade para combater os indicadores negativos acerca da doença está no fortalecimento dos meios de prevenção e diagnóstico precoce. Segundo o médico, a população gaúcha sofre com a grande incidência dos cânceres de pele em virtude da composição étnica representada pela colonização europeia, somada à predisposição genética dos indivíduos e a um comportamento de exposição a fatores de risco, como a excessiva exposição à radiação solar e maus hábitos de saúde.

Sinais da doença


Corrêa alerta para a atenção aos sinais da doença. Ele diz que ferimentos cutâneos cuja cicatrização demora mais que três ou quatro semanas podem ser um indício a ser investigado. “O aparecimento de sinais com cor forte, relevo, variação de tonalidade e crescimento rápido também deve ser observado e levado ao dermatologista para exame”, aconselha o dermatologista.

O especialista lembra, contudo, que os recursos terapêuticos avançaram bastante nos últimos anos, reduzindo os impactos agressivos dos tratamentos sobre o organismo. O presidente da SBD-RS recomenda o hábito da proteção solar durante o ano inteiro e, em especial, no verão, quando as práticas de lazer ao ar livre ocorrem com mais frequência. “Uso de filtro solar, com fator de proteção a partir do 30; uso de chapéus e roupas adequadas; cuidado com o horário da exposição, evitando o sol das 10h às 16h são dicas importantes”, define Corrêa.

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