No Rio Grande do Sul, o atendimento para diagnóstico médico e os encaminhamentos ocorreram gratuitamente em 10 unidades de saúde. Na Capital, a mobilização aconteceu nos hospitais de Clínicas, São Lucas da PUC, Santa Casa, Universidade Federal de Ciências da Saúde e no Ambulatório de Dermatologia Sanitária. No Interior do Estado, o mutirão chegou aos municípios de Pelotas, Santa Maria, Rio Grande, Santa Cruz do Sul e Caxias do Sul. A expectativa é superar os 2,2 mil atendimentos feitos na edição do ano passado.
Para o presidente da SBD-RS, Gustavo Pinto Corrêa, o grande trunfo da sociedade para combater os indicadores negativos acerca da doença está no fortalecimento dos meios de prevenção e diagnóstico precoce. Segundo o médico, a população gaúcha sofre com a grande incidência dos cânceres de pele em virtude da composição étnica representada pela colonização europeia, somada à predisposição genética dos indivíduos e a um comportamento de exposição a fatores de risco, como a excessiva exposição à radiação solar e maus hábitos de saúde.
Sinais da doença
Corrêa alerta para a atenção aos sinais da doença. Ele diz que ferimentos cutâneos cuja cicatrização demora mais que três ou quatro semanas podem ser um indício a ser investigado. “O aparecimento de sinais com cor forte, relevo, variação de tonalidade e crescimento rápido também deve ser observado e levado ao dermatologista para exame”, aconselha o dermatologista.
O especialista lembra, contudo, que os recursos terapêuticos avançaram bastante nos últimos anos, reduzindo os impactos agressivos dos tratamentos sobre o organismo. O presidente da SBD-RS recomenda o hábito da proteção solar durante o ano inteiro e, em especial, no verão, quando as práticas de lazer ao ar livre ocorrem com mais frequência. “Uso de filtro solar, com fator de proteção a partir do 30; uso de chapéus e roupas adequadas; cuidado com o horário da exposição, evitando o sol das 10h às 16h são dicas importantes”, define Corrêa.