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Cúpula de Copenhague chega a acordo mínimo, sem meta de emissões

Plano estabelece limite de aquecimento em 2°C e fundo de US$ 100 bilhões a partir de 2020

Secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, concede coletiva em Copenhague
Secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, concede coletiva em Copenhague Foto : Olivier Morin / AFP
A cúpula da ONU sobre mudança climática (COP15), realizada em Copenhague, chegou neste sábado a um acordo mínimo, apesar da oposição de vários países e após um intenso debate que se prolongou durante toda a noite. Trata-se de um acordo não obrigatório, que estabelece um limite de aquecimento global em 2°C em relação à era pré-industrial e prevê um fundo de US$ 100 bilhões anuais a partir de 2020 para a mitigação e adaptação das mudanças climáticas nas nações mais pobres.

O plano não especifica qual o corte de emissões necessário para alcançar a meta , que é considerado um limite para mudanças mais perigosas, como enchentes, deslizamentos de terra, tempestades de areia e elevação do nível dos oceanos. Para que pudesse se transformar em um acordo das Nações Unidas, o texto deveria ser adotado por unanimidade pelos 192 países presentes na conferência. Mas ele foi duramente criticado como ilegítimo por países como Venezuela, Nicarágua, Cuba, Bolívia e Sudão. A presidência da conferência anunciou que incluirá uma lista dos países contrários ao texto.

O texto estava sendo negociado desde quinta-feira e foi fechado na sextapelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em reunião com vários chefes de Estado e finalmente com China, Índia e África do Sul, sob mediação do Brasil. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que "nós temos um acordo", mas reconheceu que ele tem consciência que "isto é apenas o início" de um processo para redigir um tratado sobre a redução de emissões. Ele também afirmou que o acordo "terá efeito operacional imediato".

Trata-se de um acordo mínimo, após o fracasso de 12 dias de negociações em Copenhague para conseguir um texto ambicioso que suceda o Protocolo de Kioto, o único tratado que obriga 37 nações industrializadas e a União Europeia a reduzir suas emissões de dióxido de carbono (CO2).