O cadeirante Rafael Ferreira Correa, que é atleta de vela adaptada, foi ao local apoiar a ação e explicou as dificuldades que passa quando troca as águas pelo trânsito da Capital. Segundo ele, é frequente o desrespeito às vagas de estacionamento para deficientes tanto em locais públicos quanto privados. E o pior, segundo o atleta, é acionar a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) e não obter ajuda dos fiscais de trânsito.
“Vou todo mês ao Postão de Saúde do IAPI. Nunca consigo utilizar as vagas reservadas. Cada vez que eu vou, eu chamo a fiscalização. Já cheguei a esperar duas horas a fiscalização chegar lá”, exemplificou o atleta, que estacionou seu veículo adaptado há cerca de 100 metros do local da ação, apontando que neste curto trajeto encontrou duas calçadas não adaptadas com rampas.
Já o secretário da pasta, Raul Cohen, avaliou positivamente o trabalho de fiscalização da EPTC sobre os locais para deficientes. “A EPTC, dentro das suas possibilidades, com o número de fiscais que tem, tem procurado atender as solicitações de quando existem essas vagas ocupadas inadvertidamente por outras pessoas”, defendeu.
Segundo o secretário, Porto Alegre cumpre a lei que obriga que 2% das vagas sejam destinadas a deficientes e 5% para idosos. Além de multa, o veículo deve ser guinchado em caso de ocupação das vagas demarcadas.
Para utilizar as vagas, os deficientes físicos devem buscar a Secretaria Municipal para cadastral o veículo e receber um adesivo específico. Segundo o atleta cadeirante, a adaptação de veículos para deficiência custa em Porto Alegre R$ 2,5 mil, enquanto no Interior do Estado há empresas que fazem o mesmo serviço por R$ 1 mil.