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Cadela Lana é destaque em ação do Grupo de Ações Especiais da Susepe

Simulação fez parte da formatura de dois novos integrantes do grupo

Cadela Lana é destaque em ação do Grupo de Ações Especiais da Susepe
Cadela Lana é destaque em ação do Grupo de Ações Especiais da Susepe Foto : Fabiano do Amaral / CP
A cadela pastor-belga Lana foi estrela na ação simulada do Grupo de Ações Especiais (Gaes), da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe), nesta quarta-feira à tarde, em Porto Alegre. Um preso rebelado está atrás de um automóvel prisma Prisma, faz ameaças àqueles que se aproximam e não aceita se entregar aos policiais. Mesmo com a chegada do camburão da unidade especial, ele se nega a negociar. Lana, então, toma conta da cena e, com um pulo por cima do carro, agarra o braço do preso e o domina.

A simulação fez parte da formatura dos dois novos integrantes do Gaes. Felipe Marques e Oberti Mira receberam as insígnias, o capacete com o número que usarão na instituição e a balaclava do secretário substituto da Segurança Pública, Rubens Edison Pinto, e do superintendente substituto, Afonso Auler, na sede do grupo, na rua Voluntários da Pátria.

Segundo o chefe do grupo, Janderson Carvalho, a unidade de elite da Susepe conta atualmente com 25 agentes operacionais, responsáveis pela escolta de detentos considerados perigosos e pelo gerenciamento de crises dentro das casas prisionais, com ou sem reféns. “Estamos nos preparando, agora, para o uso de armas não letais”, salientou Carvalho, ex-soldado da Brigada Militar, com dez anos de Susepe. “Será o emprego da pistola Taser (que lança dados energizados), spray de pimenta e bombas de efeito moral."

Treinamento espartano

Não foi fácil para os dois novatos, Marque e Mira, chegarem até a cerimônia de formatura. De uma turma de 22, apenas eles conseguiram aguentar as etapas teóricas e físicas, com um treinamento quase espartano. “Temos aulas de direitos humanos, conhecimento jurídico, entre outras disciplinas”, contou Carvalho. “Também é feita uma avaliação física anual dos integrantes, para apurarmos se estão em forma ou não."

Todos os integrantes do grupo são do quadro da Superintendência. A primeira fase consiste em uma entrevista feita com auxílio de profissionais da Escola Penitenciária (ESP). Os aprovados passam para o teste físico. Depois disso, há um estágio em operações especiais, quando os calouros terão contato com o dia a dia de um integrante do Gaes. “Essa fase é eliminatória”, ressalta Carvalho. “O aspirante tem que ter em mente que o Gaes exige muito, pois quando não estamos em uma missão, há os treinamentos, que são diários."