Porto Alegre é a cidade com maior número de pacientes, assim como dos casos mais graves, com 50 internados e 30 deles necessitando de ventilação mecânica. São 46 em Santa Maria (seis em ventilação mecânica), três em Canoas (dois em ventilação mecânica), um em Caxias do Sul e um em Ijuí.
Velório da 237ª vítima
Teve início na tarde deste domingo o velório de Bruno Portella Fritks, 237ª vítima da tragédia de Santa Maria. Ele está sendo velado na capela do Cemitério Santa Rita de Cássia, bairro Camobi. O sepultamento ocorrerá às 10h desta segunda-feira.
Fritks, 22 anos – que estava internado no Hospital de Clínicas de Porto Alegre – morreu na noite desse sábado. O falecimento ocorreu por volta das 22h, mesmo horário em que ocorria, na Basílica da Medianeira, a Missa de Sétimo Dia em memória às vítimas.
A tragédia
O incêndio na boate Kiss – que fica na Rua dos Andradas, Centro de Santa Maria – começou por volta das 2h30min do domingo passado. O público jovem participava de uma festa organizada por estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).
Segundo testemunhas, o fogo teria começado quando um dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira, que acabara de subir ao palco, lançou um sinalizador. O objeto teria encostado em uma forração de isopor.
As pessoas não teriam percebido o fogo de imediato, mas assim que o incêndio se espalhou, a correria teve início. Testemunhas relataram que, a princípio, parecia uma briga e os seguranças fizeram um cordão de bloqueio. Mas, quando viram que era um incêndio, liberaram a passagem.
Conforme relatos, os extintores posicionados na frente do palco não funcionaram. Em pânico, muitos não conseguiram encontrar a única porta de saída do local e correram para os banheiros. Aqueles que conseguiram fugir em direção à saída, ficaram presos nos corrimões, usados para organizar as filas. A boate foi tomada por uma fumaça preta e as pessoas não conseguiam enxergar nada. A maioria morreu asfixiada dentro dos banheiros ou na parte dos fundos da boate.