Na terça-feira, será prorrogado por 90 dias o estado de calamidade pública em Branquinha e mais 14 cidades alagoanas - outras quatro seguem em situação de emergência. Enquanto aguardam as casas de 64 m² que estão para ser construídas com a ajuda do governo federal, os flagelados vivem em 1,2 mil barracas de lona doadas pelo Rotary Club Internacional e pela Defesa Civil. E ainda faltam montar 1,4 mil para abrigar as famílias que prosseguem "acampadas" em escolas, ginásios de esportes e outros equipamentos públicos.
Somente agora o poder público conseguiu fazer o balanço dos prejuízos com a chuva. As perdas chegaram a R$ 1 bilhão (apenas a destruição de prédios públicos e estradas alcançou 41.155 m²). O número de mortos chegou a 27, mas dezenas de desaparecidos seguem com situação "em aberto".
A face mais visível da tragédia continua a ser as barracas, usadas anteriormente em períodos menores para vítimas de terremotos (como no Haiti e no Chile), que devem receber a maior parte das 17.938 famílias alagoanas que perderam tudo - até os documentos.