A chefe do arquivo dos jornais da Caldas Júnior, Francisca Moreira Espinosa, conhecida como Dona Chica, faleceu na manhã deste domingo, 2 de maio, com 86 anos. Desses, "a guardiã de parte da história da imprensa gaúcha" - conforme homenagem que lhe foi prestada em fevereiro de 2009, pelo Grande Oriente do Rio Grande do Sul - dedicou 60 anos ao arquivo de jornais da empresa.
Tanto que, quando os militares apreenderam a edição em 20 de setembro de 1972, ela mesmo correndo o risco de ser presa conseguiu esconder 20 exemplares do "róseo", como era chamado o Correio do Povo, garantindo assim que os arquivos da empresa disponham de todos os exemplares, desde a edição número 1 do Correio do Povo, de 1º de outubro de 1895 até os dias atuais.
Na sexta-feira, dia 30, dona Chica trabalhou nromalmente, passou mal durante a noite e foi hospitalizada no São Francisco, do complexo Santa Casa de Misericórdia em Porto Alegre, acometida por infarto seguido de complicações pulmorares, veio a falecer às 4h55min deste domingo. Quando completou 60 anos de atividades no jornal, em março deste ano, ela declarou: "Parar? Não penso nisso, o que mais quero é continuar aqui." , referindo-se à sua missão junto ao arquivo.
O corpo de dona Chica está sendo velado na capela 5 do cemitério João XXIII, onde será sepultado às 18h deste domingo.
Caldas Júnior perde dona Chica
Francisca Moreira Espinosa foi "guardiã" do aquivo do Correio do Povo por 60 anos