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Calor e chuva podem facilitar disseminação da dengue, alerta secretário

Risco de epidemia é maior em Porto Alegre porque doença surgiu mais cedo, afirmou Casartelli

Responsabilidade dos agentes de saúde é notificar todos os casos suspeitos à Vigilância
Responsabilidade dos agentes de saúde é notificar todos os casos suspeitos à Vigilância Foto : Verônica Vaccioni / PMPA / Divulgação / CP
Porto Alegre corre o risco de epidemia de dengue em função do período em que foram diagnosticados os primeiros casos da doença em 2013. Diferentemente dos anos anteriores, quando a dengue apareceu apenas no final do verão, neste ano os primeiros casos surgiram no início de fevereiro. “Isso quer dizer que ainda temos um grande período de calor e de chuva, que pode facilitar a disseminação. Temos risco de entrar numa situação de epidemia se não tomarmos os devidos cuidados”, alerta o secretário municipal da Saúde, Carlos Casartelli.

A responsabilidade dos agentes de saúde do município, conforme o secretário, é notificar todos os casos suspeitos à Vigilância, para que seja feito o trabalho com inseticidas na área em torno do foco. “Porto Alegre adota essa medida, que tem sido suficiente.” Casartelli explicou que não é possível colocar inseticida em toda a cidade. “Não temos como atuar em todos os bairros, todas as casas. As cidades que tentaram, não conseguiram combater a dengue.” Uma das razões, conforme o secretário, é o fato do mosquito criar resistência e não responder mais à ação do inseticida se o medicamento foi usado de forma indiscriminada.

A população deve eliminar das suas casas focos de proliferação dos mosquitos. Casartelli afirmou que até o ano passado não eram encontrados mosquitos infectados, mas em 2013 a secretaria tem detectado mosquitos transmissores. “Sabemos que temos dentro de Porto Alegre mosquitos que são portadores do vírus, que picaram pessoas que vieram de fora.”

A maior preocupação da secretaria da Saúde são os bairros Partenon, onde foram diagnosticados oito casos da doença, o bairro Navegantes, com um caso, e o Bom Jesus, com um caso também. Além de eliminar possíveis focos do mosquito, é importante estar atento aos sintomas da doença, como dores de cabeça e nas articulações e manchas pelo corpo. “Orientamos as pessoas a não utilizar medicamentos e procurar atendimento médico.” O secretário disse que Porto Alegre nunca teve um caso de óbito, mas a população deve ter a consciência de que a doença pode levar à morte.

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