A responsabilidade dos agentes de saúde do município, conforme o secretário, é notificar todos os casos suspeitos à Vigilância, para que seja feito o trabalho com inseticidas na área em torno do foco. “Porto Alegre adota essa medida, que tem sido suficiente.” Casartelli explicou que não é possível colocar inseticida em toda a cidade. “Não temos como atuar em todos os bairros, todas as casas. As cidades que tentaram, não conseguiram combater a dengue.” Uma das razões, conforme o secretário, é o fato do mosquito criar resistência e não responder mais à ação do inseticida se o medicamento foi usado de forma indiscriminada.
A população deve eliminar das suas casas focos de proliferação dos mosquitos. Casartelli afirmou que até o ano passado não eram encontrados mosquitos infectados, mas em 2013 a secretaria tem detectado mosquitos transmissores. “Sabemos que temos dentro de Porto Alegre mosquitos que são portadores do vírus, que picaram pessoas que vieram de fora.”
A maior preocupação da secretaria da Saúde são os bairros Partenon, onde foram diagnosticados oito casos da doença, o bairro Navegantes, com um caso, e o Bom Jesus, com um caso também. Além de eliminar possíveis focos do mosquito, é importante estar atento aos sintomas da doença, como dores de cabeça e nas articulações e manchas pelo corpo. “Orientamos as pessoas a não utilizar medicamentos e procurar atendimento médico.” O secretário disse que Porto Alegre nunca teve um caso de óbito, mas a população deve ter a consciência de que a doença pode levar à morte.