Com estrutura de ferro, três pórticos no sentido Interior-Capital e dois no sentido contrário alertam os motoristas quanto à altura máxima permitida na passagem pela obra do viaduto. Conforme o Dnit, cada vão tem 4,5 metros de altura, 1 metro a menos do que o padrão das passarelas da rodovia. "Esse recuo é necessário para compensar os andaimes onde estão os operários que trabalham na obra. Se não houvesse os pórticos, os caminhões atingiriam os trabalhadores, e os danos seriam muito maiores", diz o superintendente do Dnit em São Leopoldo, Carlos Adalberto Pitta Pinheiro.
Cada pórtico tem custo de instalação de R$ 4,5 mil. Como a substituição nunca é total, o valor dos reparos é um pouco menor. Mesmo assim, já foram gastos R$ 160 mil em sinalização e consertos. "Um dos pórticos foi instalado no final de semana. Na madrugada de segunda-feira, já estava no chão. Depois de recolocado, durou 1h30min para que fosse novamente atingido por um caminhão", relata o engenheiro.
O policial rodoviário Artur Niemeyer diz que a maior incidência de acidentes ocorre durante a madrugada e com caminhões que transportam sucata ou automóveis. De acordo com o Dnit, a sinalização em torno das estruturas começa 6 quilômetros antes e é intensificada próximo à obra. Mesmo assim, os motoristas, por descuido ou desrespeito à orientação, prosseguem. Com o andamento dos trabalhos, os pórticos do sentido Interior - Capital devem ser retirados em 30 dias. No outro lado, a obra está no início.