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Caminhada das Vitoriosas colore de rosa a Capital

Multidão participou de atividade promovida pelo Instituto da Mama do Rio Grande do Sul

As ruas da Capital, especialmente no trajeto entre o Parque Moinhos de Vento e o da Redenção, receberam um colorido especial na fria, mas ensolarada manhã de domingo. O motivo foi a Caminhada das Vitoriosas que coloriu de rosa a cidade e chamou atenção para a problemática do câncer de mama. Uma multidão participou da atividade promovida pelo Instituto da Mama do Rio Grande do Sul (Imama), principalmente, interessados pela causa, mulheres que venceram a doença e seus familiares, assim como profissionais da saúde.

Com balões e camisetas alusivas a oitava edição do evento, os participantes se reuniram no Parcão e depois seguiram em direção ao Brique da Redenção, junto ao parque de mesmo nome. A dona de casa Maria Magdalena Marotto, 76, se considera uma vitoriosa. Foi diagnostica com câncer de mama há noves anos, depois de uma revisão de rotina. Contou que o impacto foi grande, mas com o apoio dos amigos e da família conseguiu superar os momentos difíceis do tratamento. “Fiz os procedimentos necessários e há nove anos sou uma vitoriosa. Hoje estou aqui para comemorar e incentivar as mulheres diagnosticadas com câncer de mama”, salientou. Para a presidente do Imama, Maíra Caleffi, a caminhada é a celebração à vida, onde as mulheres confraternizam com amigos e familiares e brindam a superação da doença. “Estamos aqui para celebrar a vida de quem venceu o câncer”, disse, acrescentando que a Capital está entre as cidades com maior incidência da doença e que o incentivo à prevenção, por meio de exames regulares, aumenta as chances de cura quando diagnosticada a doença.

A vice-presidente do Imama, Liane Araújo, venceu o câncer de mama há 14 anos e hoje ajuda outras mulheres a superarem esse momento. Segundo ela, a caminhada é uma forma de chamar atenção para a importância do diagnóstico precoce, mas também para o tratamento, pois existem inovações em pesquisa e a medicação ministrada causa menos efeitos colaterais, em consequência uma menor agressão física e psicológica ao paciente. “Conhecer e trocar informações com mulheres que passaram pela mesma situação ajuda a fortalecer os objetivos de cura”, destacou.

O prefeito José Fortunati, entre outras autoridades, também participou da atividade. A prevenção por meio da mamografia é um componente decisivo no controle da doença, mas os dados do Ministério da Saúde apontam que apenas 12% das brasileiras entre 40 e 70 anos fazem o exame. O Sistema Único de Saúde (SUS) tem quase o dobro do número de mamógrafos para a detecção de tumores, mas o problema é que há concentração dos equipamentos em apenas algumas áreas e sucateamento por falta de uso em outras. A detecção precoce da doença gera expectativa de cura de 95%. A cada cem mulheres com câncer de mama, um homem tem o resultado positivo. Estima-se que em um ano, 500 homens serão acometidos da doença, enquanto 50 mil mulheres serão diagnosticadas com a doença.


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