Um dos coordenadores do Fórum, Roberto Lennox, do Grupo de Trabalho (GT) Clima, não soube explicar os motivos da decisão de antecipar a saída. Aproximadamente cinco mil pessoas partiram do Largo Glênio Peres e subiram a avenida Borges de Medeiros, no sentido bairro-Centro, pegando centenas de motoristas desavisados de surpresa, apesar do acompanhamento da Brigada Militar (BM) e da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC). Às 17h45min, a estimativa de público foi revista de 5 mil para 30 mil ativistas e a caminhada já passava em frente ao Centro Administrativo Fernando Ferrari, em direção à avenida Ipiranga, por onde os manifestantes acessariam a Edvaldo Pereira Paiva e chegariam ao anfiteatro.
Ônibus e lotações que percorrem a Borges de Medeiros, saindo do Centro, tiveram os itinerários desviados para a avenida Salgado Filho, João Pessoa, Venâncio Aires, Getúlio Vargas, Ipiranga e Praia de Belas. Já os veículos de transporte coletivo que sobem a João Pessoa, no sentido bairro-Centro, tiveram os trajetos modificados, a partir da alça de acesso do viaduto Dona Leopoldina, acessando a Loureiro da Silva, Lima e Silva, Fernando Machado e Borges de Medeiros. Os terminais dessas linhas foram deslocados para o lado da Borges não bloqueado para o trânsito. A EPTC registrou lentidão no trânsito da região.
FST deve reunir 30 mil pessoas
Evento ligado ao Fórum Social Mundial, o Fórum Social Temático discute propostas para a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que ocorre em junho, no Rio. O centro dos debates é a crise do Capitalismo e as questões ambientais. O evento vai até domingo. Organizado por ativistas e organizações da sociedade civil, o FST se propõe a ser uma prévia da Cúpula dos Povos, encontro de movimentos sociais paralelo à Rio+20. Até domingo, ele deve reunir 30 mil pessoas nas mais de mil atividades programadas para Porto Alegre, Canoas, São Leopoldo e Novo Hamburgo.