“O AVC é a primeira causa de morte e incapacidade no Brasil e a segunda no mundo, sendo responsável por cerca de 6 milhões de óbitos anualmente, sendo 100 mil no Brasil”, frisou a coordenadora da Rede Nacional de Atendimento ao AVC e médica dos hospitais de Clínicas e Moinhos de Vento, neurologista Sheila Martins. Segundo ela, a enfermidade é responsável por mais mortes anualmente do que as atribuídas à aids, tuberculose e malária juntos. “É uma doença que pode ser evitada e tratada se as pessoas reconhecerem os fatores de risco”, assinalou a neurologista.
Por intermédio da atividade, promovida pela Rede Brasil AVC, Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares e da Academia Brasileira de Neurologia, os participantes aproveitaram para conscientizar a população de que a cada seis segundos há um óbito provocado por AVC no mundo. A Organização Mundial de AVC defende a necessidade de adoção de medidas urgentes para enfrentar a epidemia silenciosa. Em 29 de outubro - Dia Mundial do AVC - ocorrerá o lançamento da campanha “Um em cada seis”. “O objetivo é colocar a luta contra o AVC como tema central da agenda global de saúde”, observou.
De acordo com a neurologista, portadores de hipertensão, diabetes, colesterol alto e arritmias cardíacas estão mais propensos a contrair a doença, assim como os tabagistas e os que possuem histórico na família. Ela recomenda a procura imediata de um hospital com o surgimento súbito de alguns sintomas, como perda de força, dormência de um lado do corpo, dificuldade de falar e enxergar, tontura e desequilíbrio. “Havendo um desses sintomas, a alternativa é acionar o Samu pelo telefone 192”, disse.
Se o paciente receber atendimento adequado até quatro horas e meia após perceber o sintoma, há 100% de chance de normalização da circulação e menor risco de sequelas. “A cada minuto perdido são milhões de neurônios que morrem”, advertiu. Equipes da Secretaria Municipal da Saúde de Canoas e dos hospitais locais participaram da caminhada.