Geral

Caminhada em Porto Alegre pede punição a torturadores da Ditadura

Manifestação ocorreu no Brique para denunciar locais em que foi praticada a repressão violenta

O Comitê Estadual Carlos de Ré promoveu a Caminhada por Verdade e Justiça aos Crimes da Ditadura Militar neste domingo, em Porto Alegre. A manifestação ocorreu no Brique da Redenção e foi organizada pelo vereador Pedro Ruas (PSol), coordenador do comitê que quer punição a ditadores acusados de cometer atos de tortura. "Nós queremos verdade e, principalmente, justiça. Da mesma maneira que muitas vítimas ainda estão vivas, recebendo com todo direito indenizações, também deve haver a responsabilização dos torturadores e a identificação de quem mandou torturar", declarou Ruas.

O político ainda lembrou que pelo menos dois locais da Capital foram usados para a repressão com uso de violência nos Anos de Chumbo. O chamado Dopinha, na rua Santo Antônio, no Bom Fim, e a sede do Dops, onde hoje é o Palácio da Polícia, no bairro Santana, eram palcos de intensas sessões de tortura na era da ditadura militar.

"Há um terceiro local que estamos examinando e conta com fortes indícios de tortura. É a primeira sede do Doi-Cod no Rio Grande do Sul, inaugurada em 74, na rua Luiz Afonso, Cidade Baixa, mas precisamos ainda confirmar alguns dados, que serão públicos", ponderou.

Durante a caminhada, foi recordado o episódio que envolveu o sargento Manoel Raimundo Soares, morto em 1966, depois de 152 dias de torturas. O corpo foi encontrado com as mãos amarradas às margens do rio Jacuí.


Bookmark and Share