O político ainda lembrou que pelo menos dois locais da Capital foram usados para a repressão com uso de violência nos Anos de Chumbo. O chamado Dopinha, na rua Santo Antônio, no Bom Fim, e a sede do Dops, onde hoje é o Palácio da Polícia, no bairro Santana, eram palcos de intensas sessões de tortura na era da ditadura militar.
"Há um terceiro local que estamos examinando e conta com fortes indícios de tortura. É a primeira sede do Doi-Cod no Rio Grande do Sul, inaugurada em 74, na rua Luiz Afonso, Cidade Baixa, mas precisamos ainda confirmar alguns dados, que serão públicos", ponderou.
Durante a caminhada, foi recordado o episódio que envolveu o sargento Manoel Raimundo Soares, morto em 1966, depois de 152 dias de torturas. O corpo foi encontrado com as mãos amarradas às margens do rio Jacuí.