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Caminhada iluminada protesta por segurança em Porto Alegre

Grupo percorreu as ruas centrais e homenageou mortos em assaltos com períodos de silêncio

Apesar de a proposta inicial ter sido a de uma caminhada silenciosa, em vários momentos o grupo gritou por mais segurança
Apesar de a proposta inicial ter sido a de uma caminhada silenciosa, em vários momentos o grupo gritou por mais segurança Foto : Fabiano do Amaral
Cerca de 200 pessoas realizaram, na noite desta sexta-feira, uma caminhada iluminada com lanternas e velas para protestar contra a falta de segurança em Porto Alegre. O grupo partiu do Parque da Redenção, em frente ao Monumento ao Expedicionário, seguiu pela avenida Venâncio Aires, passou pela rua Lima e Silva até a avenida Borges de Medeiros, pegou a rua Riachuelo e terminou a caminhada em frente ao Palácio Piratini, na rua Duque de Caxias.

Apesar de a proposta inicial ter sido a de uma caminhada silenciosa, em vários momentos o grupo gritou por mais segurança. Carros e ônibus que cruzaram com a caminhada apoiaram com buzinaços. Organizador do protesto, o bancário Pedro Loss relatou que a ideia é ocupar as praças e ruas para que a Brigada Militar seja obrigada a fazer a segurança das pessoas. “A gente acredita que a violência tem que ser enfrentada na cidade. A falta de iluminação ajuda a ação dos mal-intencionados. E é uma passeata silenciosa em forma de respeito aos mortos em assaltos”, afirmou.

Os familiares de Isabel Dias, morta em 11 de janeiro de 2016 durante roubo de carro na zona Leste de Porto Alegre, aproveitaram a passeata para registrar o segundo mês da perda da família. O contador Antônio Carlos Grandini Dias, de 64 anos, irmão de Isabel, quer que o governador José Ivo Sartori coloque mais polícia nas ruas. “Ele precisa aumentar a segurança, contratar mais policiais e brigadianos. É preciso combater a bandidagem, que está tomando conta da cidade”, argumentou.